IBGE: 41,2% das pessoas 60+ moram sozinhas; mulheres idosas são maioria

IBGE: 41,2% das pessoas 60+ moram sozinhas; mulheres idosas são maioria

Em algumas regiões do Brasil, as mulheres 60+ chegam a representar até 59% do total de pessoas morando sozinhas. Pessoas acima de 60 anos de idade já são 16,6% dos brasileiros, diz IBGE

O número de pessoas que moram sozinhas no Brasil, nas chamadas unidades domésticas unipessoais, cresceu desde 2012, representando 19,7% do total de lares em 2025. As informações são da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Considerando todo o País e ambos os sexos, as pessoas acima de 60 anos de idade representam 41,2% do total de pessoas morando sozinhas, sendo que as mulheres são a maioria desse grupo – 56,5% na média nacional. Em algumas regiões, como Sul e Sudeste, elas chegam a representar até 59% desse contingente.

Já entre os mais jovens, o IBGE observou que 12% das pessoas morando sozinha tinham 15 a 29 anos e 46,8% estavam na faixa de 30 a 59 anos. Nesses grupos etários, a prevalência é de homens.

Os dados refletem os padrões de envelhecimento no Brasil, que mostram que as mulheres de 65 anos ou mais são a maioria entre os idosos: para cada 100 mulheres nessa idade, há 75,9 homens, independentemente do arranjo familiar e tipo de moradia.

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Sudeste e Centro-Oeste tinham os maiores percentuais de domicílios com apenas um morador, com 20,9% e 20%, respectivamente, ao passo que a Região Norte registrou a menor proporção (15,1%).

Norte e Nordeste assinalaram as maiores proporções de unidades domiciliares estendidas, com 20,1% e 15,5%, respectivamente, enquanto a Região Sul, com 11,0%, registrou a menor proporção.

Lares com mais de um morador

Em linhas gerais, o arranjo domiciliar mais frequente identificado pelo IBGE em 2025 foi o tipo ‘nuclear’, que correspondeu a 65,6% do total de domicílios. Esse grupo consiste em residências de casais, com ou sem filhos (inclusive adotivos e de criação) ou enteados.

São também nucleares as unidades domésticas compostas por mãe com filhos ou pai com filhos, as chamadas monoparentais.

A unidade estendida, constituída pela pessoa responsável com pelo menos um parente, formando uma família que não se enquadra em um dos tipos descritos acima, correspondia a 13,5% em 2025, com queda em relação a 2012.

A atual edição da Pnad Contínua reúne informações sobre tipo sobre a distribuição da população, sexo e grupos de idade, cor ou raça e unidades domésticas. Também avalia a condição de ocupação, material predominantes das paredes, piso e telhado, serviços de saneamento básico e energia elétrica e posse de bens, dados referentes à caracterização dos domicílios.

Casa alugada em alta

Em 2025, o número de domicílios particulares permanentes aumentou 18,9%, de 66,7 milhões para 79,3 milhões, em comparação com 2016. Neste período, o número de domicílios alugados foi o que mais cresceu, chegando a 54,1%, ou seja, 18,9 milhões.

Já os domicílios próprios ainda em fase de pagamento tiveram elevação de 31,2%, enquanto os já pagos subiram 7,3%. 

Entre os domicílios particulares permanentes, 82,7% (65,6 milhões) eram casas, enquanto apartamentos totalizavam 17,1% (13,6 milhões) no ano passado. No entanto, de 2016 para 2025 o número de apartamentos cresceu 48,7%, enquanto o de casas aumentou 14,2%, apontou o levantamento.

Menos jovens no Brasil

Se a fatia de pessoas idosas acelera, a da população com menos de 30 anos recua, conforme o levantamento. Em 2012, esse grupo representava 49,9% da população e passou a 41,4% em 2025.

Em números absolutos, houve queda de 10,4%, passando de 98,2 milhões para 88 milhões de pessoas nessa faixa.

Considerando pessoas de 0 a 39 anos, a redução foi de 6,1% em relação a 2012. A participação da população com menos de 18 anos também diminuiu em todas as grandes regiões no período analisado. 

Apesar disso, a Região Norte ainda concentra a maior proporção de jovens, com 41,5% da população com menos de 24 anos em 2025, enquanto Sudeste e Sul registram os menores percentuais, com 31,1% e 31,6%, respectivamente. A média nacional ficou em 33,7%.

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