Setor de serviços acumula perdas desde o fim de 2025 e mostra desaceleração em diferentes segmentos da economia brasileira.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou nesta sexta-feira dados que mostram nova retração do setor de serviços no Brasil. Em março, o volume de serviços caiu 1,2% na comparação com fevereiro, desempenho considerado pior do que o esperado pelo mercado financeiro.
As projeções apontavam leve queda de 0,1% no período. Na comparação com março do ano anterior, o setor ainda apresentou crescimento de 3,0%, abaixo da expectativa de 4,5%.
O principal impacto negativo veio da área de transportes, que recuou 1,7%. Segundo o IBGE, a redução foi influenciada especialmente pelo enfraquecimento do transporte rodoviário de cargas e do transporte aéreo de passageiros.
A retração atingiu todas as cinco atividades analisadas pela pesquisa. Os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram queda de 1,1%, enquanto informação e comunicação recuaram 0,9%.

Outros serviços registraram baixa de 2,0%, e os serviços prestados às famílias caíram 1,5% no período.
De acordo com o analista da pesquisa Luiz Carlos de Almeida Junior, o setor acumula perda de 1,7% desde outubro de 2025, mês em que havia atingido o ponto mais alto da série histórica recente.
Apesar do recuo mensal, o setor ainda mantém crescimento no acumulado do ano. Entre janeiro e março de 2026, o volume de serviços avançou 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Já no acumulado de 12 meses, o avanço ficou em 2,8%, repetindo o ritmo observado em fevereiro e registrando a menor intensidade de crescimento desde outubro de 2024.





