Rio Grande do Sul registrou 80,5% de trabalhadores com carteira assinada no primeiro trimestre de 2026, ficando atrás apenas de Santa Catarina e São Paulo.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou nesta quinta-feira novos dados sobre o mercado de trabalho no Brasil e colocou o Rio Grande do Sul entre os Estados com maior percentual de empregados com carteira assinada no país.

Segundo o levantamento referente ao primeiro trimestre de 2026, o Estado alcançou índice de 80,5% de trabalhadores formais. O resultado representa o terceiro maior percentual do Brasil, atrás apenas de Santa Catarina, com 86,7%, e de São Paulo, com 82,1%.
Na outra ponta do ranking nacional aparecem Maranhão, Piauí e Pará, que registraram os menores índices de formalização do mercado de trabalho.
Apesar do desempenho gaúcho na geração de empregos formais, o IBGE apontou aumento da taxa de desemprego em todas as unidades da Federação na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre deste ano.
Na média nacional, a taxa de desocupação passou de 5,1% para 6,1% no período. Em São Paulo, por exemplo, o índice subiu de 4,7% para 6,0%.
O levantamento também mostra desigualdades no mercado de trabalho brasileiro. Entre homens, a taxa de desemprego ficou em 5,1%, enquanto entre mulheres chegou a 7,3%. Já entre pessoas brancas, o índice ficou abaixo da média nacional, enquanto pretos e pardos apresentaram percentuais superiores.
Outro dado destacado pela pesquisa envolve a escolaridade. Pessoas com ensino médio incompleto registraram a maior taxa de desocupação do país, com 10,8%. Entre trabalhadores com ensino superior completo, o índice caiu para 3,7%.
O Rio Grande do Sul também apareceu entre os menores percentuais de desalento do Brasil, com índice de 0,7%, ao lado de Goiás. Santa Catarina teve o menor percentual nacional, com 0,3%.







