Região Sul registra crescimento de 8,1% na inadimplência empresarial

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Estados sulistas apresentam segunda pior marca do país, superando média nacional em mais de meio ponto percentual

A inadimplência empresarial na Região Sul do Brasil cresceu 8,1% entre março de 2024 e março de 2025, segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O índice coloca Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná como a segunda região com pior desempenho no país, ficando atrás apenas do Centro-Oeste, onde 14,61% das empresas estão inadimplentes.

O crescimento dos estabelecimentos com dívidas nos três Estados sulistas superou a média nacional de 7,57% em mais de meio ponto percentual. Enquanto o Nordeste apresenta os melhores números, com apenas 4,62% das empresas com algum tipo de débito, a Região Sul também liderou o maior crescimento mensal de inadimplentes em março, registrando 2,66% ante média nacional de 2,11%.

Levantamento apresentado pela Federação Varejista do RS aponta que fatores conjunturais, como as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, contribuíram para o agravamento deste cenário. O fenômeno representa uma mudança no padrão histórico de endividamento empresarial, que tradicionalmente acompanhava o crescimento orgânico da população e abertura de novos negócios.

A deterioração dos indicadores preocupa especialistas, uma vez que empresas inadimplentes enfrentam dificuldades para acessar crédito e expandir suas operações. O cenário demanda articulação junto ao governo para negociações facilitadas de dívidas e melhores condições de acesso ao crédito, incluindo linhas subsidiadas ou com taxas favoráveis para recuperação empresarial.

Panorama nacional

Os dados nacionais revelam um aumento expressivo de 51,17% na inclusão de empresas com inadimplência entre 3 e 4 anos, comparando março de 2025 com o mesmo período do ano anterior. Do total de empresas devedoras, 40,31% mantêm débitos há 1 a 3 anos.

O setor de serviços concentra a maior parcela das empresas inadimplentes, representando quase 75% do total, enquanto o agronegócio apresenta a menor fatia entre os segmentos endividados. Em março, apesar de ser o melhor resultado do primeiro trimestre, ainda houve retração de 8,80% no período.

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