A inadimplência apresentou a primeira queda mensal de 2026 em junho, mas o aumento acumulado no semestre e na comparação anual ainda preocupa.
A inadimplência continuou avançando no Rio Grande do Sul durante o primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o número de consumidores com dívidas em atraso aumentou 1,42%, enquanto o valor médio devido passou de R$ 5.264,13 para R$ 5.596,36, alta de 6,3% no período.
Na comparação com junho de 2025, o cenário é ainda mais preocupante. O total de inadimplentes no Estado cresceu 13,62% em um ano. No mesmo intervalo, o valor médio das dívidas acumuladas por consumidor aumentou 22,94%, passando de R$ 5.295,01 para R$ 5.596,36.

Perfil das dívidas
Os dados mostram que 39,75% dos consumidores negativados devem até R$ 1 mil. Além disso, em 35% dos casos, as pendências financeiras permanecem abertas entre um e três anos, indicando dificuldade das famílias para reorganizar o orçamento mesmo após a primeira negativação.
Primeiro recuo do ano
Apesar do avanço da inadimplência no semestre e na comparação anual, junho registrou o primeiro sinal de desaceleração em 2026.
Em relação a maio, o número de inadimplentes caiu 1,25%. O valor médio das dívidas por consumidor também recuou 1,07% no mesmo período. Segundo o levantamento, a redução foi superior à observada nas médias da Região Sul e do Brasil.
Os indicadores sugerem uma melhora pontual no comportamento da inadimplência, embora ainda insuficiente para reverter a tendência de crescimento observada desde o início do ano.





