Energia elétrica da RGE sobe 14,11% no RS, quase o triplo da inflação registrada nos últimos 12 meses.
A conta de energia elétrica ficou mais pesada para os consumidores atendidos pela RGE no Rio Grande do Sul. O reajuste de 14,11%, em vigor desde junho, supera com folga a inflação acumulada de 4,85% registrada nos últimos 12 meses na Região Metropolitana de Porto Alegre, segundo dados do IBGE.

Na prática, o aumento da energia elétrica foi quase três vezes maior que a inflação do período e já aparece como um dos principais fatores de pressão sobre o orçamento das famílias gaúchas.
O que explica o aumento?
Em nota, a RGE atribuiu o reajuste a uma combinação de fatores.
Entre eles estão os custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo utilizado para financiar políticas públicas do setor elétrico, o aumento nos custos da energia de Itaipu, a correção pelo IGP-M de 7% e a recomposição de parte do reajuste que havia sido adiado após as enchentes de 2024.
Segundo a concessionária, cerca de 30% desse adiamento precisou ser incorporado à tarifa atual.
Conta de luz lidera pressão sobre inflação
Além do reajuste anual, os consumidores também enfrentam a cobrança da bandeira tarifária vermelha patamar 1, acionada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) quando os custos de geração aumentam.
A medida acrescenta R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.
Com isso, a conta de luz registrou alta média de 4,41% somente em junho na Região Metropolitana de Porto Alegre, praticamente o equivalente à inflação acumulada de um ano inteiro.
Alta acumulada é a maior desde 2018
Nos últimos 12 meses, a energia elétrica residencial acumula aumento de 12,06% na Região Metropolitana.
O percentual é quase o dobro da média nacional e representa a maior alta registrada em um primeiro semestre desde 2018.
Próximos meses preocupam
A perspectiva para os consumidores ainda gera preocupação.
O reajuste anual da CEEE Equatorial, outra grande distribuidora que atende o Rio Grande do Sul, está previsto para novembro.
Além disso, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já recomendou a retomada do horário de verão como medida para enfrentar o aumento da demanda energética no país.
Busca por alternativas cresce
Com a alta da energia elétrica, cresce também a procura por alternativas para reduzir gastos.
Entre as opções que vêm ganhando espaço estão os sistemas de geração solar e os modelos de energia solar por assinatura, que permitem descontos na conta sem necessidade de instalação de painéis nas residências.





