Decisão parlamentar pode elevar a conta de luz em até 3,5%, com impacto estimado de R$ 197 bilhões aos consumidores nos próximos 25 anos
No dia 18 de junho de 2025, o Congresso Nacional derrubou parte dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei das Eólicas Offshore. Com a decisão, dispositivos que obrigam a contratação de novas usinas, como pequenas hidrelétricas, usinas de hidrogênio via etanol e eólicas no Sul, voltaram ao texto da legislação. Segundo estimativas do setor, a medida pode aumentar a conta de luz dos brasileiros em até 3,5% já a partir deste ano.
A Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) calcula que o impacto financeiro da decisão pode chegar a R$ 197 bilhões ao longo de 25 anos. Caso todos os vetos tivessem sido rejeitados, o custo poderia alcançar R$ 545 bilhões, segundo estudo da consultoria PSR. O aumento nas tarifas afeta diretamente famílias de baixa renda, além de pressionar a inflação e a competitividade da indústria nacional.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já havia projetado um reajuste médio de 3,5% nas tarifas para 2025, influenciado por fatores como o orçamento de quase R$ 41 bilhões para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e custos crescentes de distribuição. A decisão do Congresso amplia esse cenário de alta, anulando expectativas de redução nos preços da energia elétrica para os próximos meses.





