Bandeira amarela da Agência Nacional de Energia Elétrica encerra período de energia mais barata e eleva custo para consumidores e indústria
A Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou que a bandeira tarifária será amarela no mês de maio. Com isso, haverá cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, impactando diretamente as contas de luz em todo o país.

De janeiro a abril, a bandeira permaneceu verde, sem custos extras, reflexo das condições favoráveis de geração de energia no período.
Mudança no cenário
A alteração ocorre com a redução das chuvas na transição para o período seco. Esse cenário diminui a geração nas hidrelétricas e exige o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado.
O sistema de bandeiras tarifárias, adotado em 2015, sinaliza mensalmente ao consumidor as condições de geração de energia no Brasil.
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Impacto direto
Com a bandeira amarela, o custo da energia aumenta tanto para consumidores residenciais quanto para empresas. O impacto é mais significativo na indústria, onde a energia representa um dos principais insumos de produção.
Segundo avaliação do setor industrial, o cenário reflete a mudança nas condições hidrológicas, especialmente no Sudeste, onde estão os principais reservatórios do país.
Incerteza climática
A entrada no período seco reduz a capacidade de recuperação dos reservatórios e pressiona os custos de geração. Além disso, a ausência de definição sobre fenômenos climáticos, como o El Niño, amplia a incerteza sobre o comportamento das chuvas nos próximos meses.
A Aneel recomenda que consumidores adotem hábitos conscientes para evitar desperdício e reduzir o impacto nas contas.





