Média mensal chegou a R$ 3.367, maior valor da série do IBGE, enquanto renda dos mais ricos avançou quase três vezes mais que a dos mais pobres.
A renda média do brasileiro atingiu o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o rendimento médio mensal chegou a R$ 3.367 em 2025, alta de 5,4% em relação ao ano passado.

O cálculo considera todas as fontes de renda, como salários, aposentadorias, aluguéis e benefícios sociais. O avanço foi impulsionado principalmente pelo mercado de trabalho e pelos programas de transferência de renda.
Apesar do recorde, os dados também mostram aumento da desigualdade no país. Enquanto os 10% mais ricos tiveram crescimento de 8,7% nos rendimentos, os 10% mais pobres registraram avanço de apenas 3,1%.
Hoje, a renda do grupo mais rico é 13,8 vezes superior à recebida pelos 40% mais pobres da população brasileira.
Desigualdade cresce
O levantamento aponta que a concentração de renda voltou a aumentar entre 2024 e 2025, mesmo com melhora na renda média nacional.
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Ainda assim, na comparação de longo prazo desde 2019, os dados mostram avanço mais forte entre as camadas de menor renda. Os 40% mais pobres tiveram crescimento acumulado de 37,6% nos rendimentos no período, acima da alta de 11,9% observada entre os 10% mais ricos.
Os programas sociais seguem tendo peso relevante na composição da renda das famílias brasileiras. Em 2025, cerca de 18 milhões de famílias receberam algum tipo de auxílio governamental.





