Análises automáticas permitem furar a fila de espera no INSS

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Para sair da fila, uma das dicas é aceitar o benefício e, depois, brigar por uma revisão

As análises automáticas de pedidos de benefícios do INSS ainda podem ser a saída para o apagão no atendimento gerado pela falta de funcionários, possibilitando que ao menos parte dos 1,7 milhão de segurados que esperam resposta do órgão consigam furar essa fila. Iniciadas em maio de 2018, as concessões feitas por computadores não chegaram perto de substituir a necessidade de abertura de concursos públicos para contratar pessoal. Mas decisões de processos sem interação humana avançaram. Em 2019, a automação foi responsável por decidir 1,1 milhão dos 9,4 milhões de casos concluídos, diz o INSS.

O INSS informou no dia 17 de fevereiro que as concessões automáticas deverão aumentar a partir da adaptação dos sistemas da Dataprev (empresa de tecnologia da Previdência) às regras que entraram em vigor em 13 de novembro de 2019, data de publicação da reforma da Previdência. A expectativa é que a adaptação ocorra até março. Hoje, a maior parte das análises computadorizadas tem resposta negativa, segundo Rita de Cássia de Assis, diretora da Fenasps (federação de sindicatos de trabalhadores da Previdência).O INSS não informou quantas das análises realizadas automaticamente em 2019 resultaram na liberação de aposentadorias ou outros benefícios. Quando a análise automática não concede, mas também não barra o pedido, o segurado é avisado que precisará ir ao posto do INSS cumprir uma exigência. Um dos principais motivos que levam ao cumprimento de exigência do segurado é a falta de documentação necessária para a análise do requerimento.Para sair da fila, uma das dicas é aceitar o benefício e, depois, brigar por uma revisão para incluir todos os trabalhos e as contribuições.

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