Estado já registra mais internações e mortes por SRAG do que nos últimos anos enquanto vacinação contra gripe segue abaixo do esperado
O avanço acelerado das doenças respiratórias elevou o nível de alerta no Rio Grande do Sul. Novo monitoramento da Fiocruz colocou o Estado na faixa de alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), cenário impulsionado pelo aumento contínuo de internações nas últimas semanas.

Os dados mais recentes mostram que o volume de ocorrências segue crescendo sem apresentar sinais de desaceleração, situação que preocupa autoridades sanitárias em meio à chegada das temperaturas mais baixas.
Influenza lidera aumento de casos graves
A circulação do vírus Influenza A continua predominando no Estado e aparece como principal causa dos quadros mais severos que resultam em hospitalizações.
Crianças, adultos e idosos estão entre os grupos atingidos pelo avanço das infecções respiratórias. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) também mantém presença significativa nos registros monitorados.
Somente entre os dias 17 e 23 de maio, o Rio Grande do Sul contabilizou 514 novos casos de SRAG.
Hospitalizações e mortes seguem em alta
O painel da Secretaria Estadual da Saúde aponta que o Estado já soma 4.847 internações por SRAG neste ano.
Os óbitos relacionados às complicações respiratórias chegaram a 322 confirmações, sendo 80 associados à Influenza.
Conforme o acompanhamento epidemiológico, o atual cenário já supera os indicadores registrados nos mesmos períodos de 2023 e 2024.
Baixa vacinação amplia preocupação
A baixa procura pela vacina contra a gripe é apontada como um dos fatores que aumentam a preocupação das autoridades de saúde.
Dados do Ministério da Saúde indicam que mais da metade do público prioritário ainda não recebeu o imunizante no Rio Grande do Sul.
A campanha nacional de vacinação termina neste sábado (30), mas os municípios devem continuar aplicando doses enquanto houver estoque disponível.
A vacina disponibilizada pelo SUS protege contra três variantes da influenza e segue sendo considerada a principal ferramenta para reduzir casos graves, internações e mortes.





