Caneta da EMS começa a ser vendida em junho após aprovação da Anvisa e terá programa com descontos para pacientes sob orientação médica
A primeira caneta produzida no Brasil à base de semaglutida já tem preço definido para chegar às farmácias. A farmacêutica EMS anunciou que o medicamento Ozivy será comercializado por R$ 498 por unidade a partir de 15 de junho.

A novidade marca a entrada da primeira semaglutida fabricada no país por síntese química aprovada para venda pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ampliando a oferta de tratamentos para diabetes tipo 2 e aumentando a concorrência em um mercado hoje dominado por medicamentos importados.
Caneta terá programa de descontos
Além do preço oficial, a EMS informou que a caneta poderá ser adquirida por R$ 452 por unidade por meio do Programa Vida + Leve.
A empresa também anunciou uma condição promocional para quem iniciar o tratamento. Pacientes que aderirem ao programa nos três primeiros meses terão um desembolso médio de R$ 287 mensais durante esse período.
Após a fase inicial, o valor retorna para R$ 498 por unidade.
Distribuição começa em junho
Segundo a farmacêutica, mais de 500 mil unidades da caneta estarão disponíveis inicialmente nas principais redes de farmácias do país.
A produção ocorre na fábrica de peptídeos da empresa em Hortolândia, no interior de São Paulo. A unidade tem capacidade para fabricar até 40 milhões de canetas por ano.
De acordo com a EMS, os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura da plataforma ultrapassaram R$ 1,2 bilhão.
Mercado entra em nova disputa de preços
A chegada da nova caneta ocorre poucos meses após o vencimento da patente do Ozempic no Brasil.
Com o aumento da concorrência, fabricantes têm ampliado programas de descontos para atrair pacientes. A Novo Nordisk, responsável pelo Wegovy, anunciou recentemente condições promocionais que reduzem significativamente o custo do tratamento, incluindo ofertas para doses iniciais e descontos em apresentações de maior concentração.
Especialistas avaliam que a ampliação da oferta tende a aumentar o acesso aos medicamentos à base de semaglutida, utilizados tanto no controle do diabetes tipo 2 quanto no tratamento da obesidade sob orientação médica.





