Morte de jovens por suicídio e drogas são “crise emergente”, diz relatório

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Suicídio e overdose matam mais jovens nas Américas


Suicídio e overdose matam mais jovens nas Américas, revela estudo global

O maior estudo global sobre saúde revelou uma crise nas Américas: mortes de jovens por suicídio, overdose e álcool superam quedas na mortalidade infantil.

O relatório Global Burden Disease (GBD) mostra que transtornos mentais cresceram drasticamente na última década, alertando para uma emergência silenciosa.

Relatório mundial

O estudo foi publicado no domingo (12) na revista The Lancet e apresentado no World Health Summit, em Berlim, reunindo 16,5 mil cientistas e 310 mil bases de dados.

Mortes de jovens crescem nas Américas

O número de mortes de adolescentes e jovens adultos aumentou nas Américas e na África Subsaariana, mas com causas distintas entre regiões.

Nas Américas, suicídio, overdose e abuso de álcool predominam. Já na África, as principais causas são doenças infecciosas e ferimentos não intencionais.

Ansiedade e depressão em alta

Os dados indicam um salto de 63% na ansiedade e de 26% na depressão entre jovens. Essas condições estão diretamente ligadas ao aumento do suicídio.

Redes sociais sob suspeita

Christopher Murray, da Universidade de Washington, questiona o papel da tecnologia: “Isso são mídias sociais? São dispositivos eletrônicos?”.

Pesquisadores afirmam que o impacto da pandemia agravou transtornos mentais e exigirá novas estratégias de prevenção.

Falta de políticas para adolescentes

O estudo mostra que políticas públicas focam na mortalidade infantil, deixando jovens sem apoio em saúde mental e prevenção ao suicídio.

Especialistas pedem urgência em incluir adolescentes e jovens adultos nas estratégias de saúde pública.

América do Norte lidera mortes jovens

Entre 2011 e 2023, as mortes de jovens de 20 a 39 anos cresceram na América do Norte, transformando a saúde mental em prioridade global.

África e Ásia enfrentam desafios distintos

No Leste Asiático, a mortalidade infantil caiu 68% com avanços em vacinação e nutrição. Já na África Subsaariana, o cenário segue crítico.

Risco maior entre jovens africanas

Mulheres jovens africanas têm taxa de mortalidade 61% superior ao previsto, devido a complicações na gravidez, acidentes e doenças infecciosas.

Desigualdade global em saúde

Apesar de a expectativa de vida média voltar ao nível pré-pandemia, a diferença entre regiões ricas e pobres chega a 21 anos.

Enquanto países ricos têm média de 83 anos, a África Subsaariana registra apenas 62.

Mortes precoces na África

Mulheres africanas morrem, em média, aos 37 anos, e homens aos 35 — quase metade da idade média em países de alta renda.

Doenças crônicas ganham espaço

As infecções cederam lugar às doenças crônicas. Cardiopatias, AVCs e diabetes agora dominam o ranking das principais causas de morte.

Crise climática afeta saúde

Poluição e calor extremo atingem fortemente o sul da Ásia, norte da África e Sahel, agravando secas, fome e migração.

Cortes ameaçam países pobres

O relatório alerta que cortes em ajuda internacional podem reverter décadas de progresso em saúde, vacinas e nutrição básica.

Saúde como prioridade global

Para Githinji Gitahi, da Amref Health Africa, a saúde deve ser o principal investimento público, enfrentando doenças crônicas e desigualdade.

Chamado à ação

“Os dados do GBD são um alerta aos governos”, afirmou Murray. Ignorar o aumento das mortes entre jovens pode gerar uma crise ainda maior nas próximas décadas.

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Relatório global mostra aumento de suicídios e overdoses entre jovens nas Américas, com alta em ansiedade e depressão.


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