Segurança Pública: Brasil reduz homicídios, mas feminicídios batem recorde

Brasil reduz homicídios, mas feminicídios batem recorde

Segurança pública registra a menor taxa de mortes violentas da série histórica, enquanto 77% das vítimas de estupro são pessoas vulneráveis

O Brasil alcançou em 2025 a menor taxa de mortes violentas intencionais desde o início da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Apesar do avanço, os dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 mostram que a violência contra mulheres, crianças e adolescentes segue em alta e continua sendo um dos maiores desafios do país.

Foram registradas 40.775 Mortes Violentas Intencionais (MVI) em 2025, o equivalente a 19,1 casos por 100 mil habitantes, uma redução de 8,2% em relação a 2024 e de 33,9% na comparação com 2015.

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As MVIs reúnem homicídios dolosos, latrocínios, feminicídios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.

Rio Grande do Sul está entre os estados com menor violência letal

O levantamento mostra que Santa Catarina (7,6) apresentou a menor taxa de mortes violentas do país, seguida por São Paulo (7,8), Distrito Federal (9,6) e Rio Grande do Sul (11,3).

Além de figurar entre os estados mais seguros nesse indicador, o Rio Grande do Sul registrou uma das maiores reduções desde 2022, com queda de 39%, atrás apenas do Amazonas, que reduziu os índices em 49%.

Na outra ponta do ranking aparecem Amapá (42,5), Bahia (36,8), Ceará (34,7) e Alagoas (33,1), que concentraram as maiores taxas de violência letal em 2025.

Violência sexual continua sendo o principal alerta

Apesar da redução dos homicídios, o anuário aponta que a violência sexual permanece em níveis preocupantes.

Em 2025, o país contabilizou 84.388 vítimas de estupro e estupro de vulnerável. Desse total, 64.990 casos foram classificados como estupro de vulnerável, representando 77% de todos os registros.

O levantamento também revela que 60,3% das vítimas tinham até 13 anos de idade, reforçando a gravidade da violência praticada contra crianças e adolescentes.

Feminicídios atingem o maior número da série

Outro dado que preocupa é o crescimento dos feminicídios.

Foram 1.571 mulheres assassinadas por razões de gênero em 2025, alta de 4% em relação ao ano anterior e o maior número já registrado pelo anuário.

Segundo o estudo, 62,5% dos crimes ocorreram dentro da residência da vítima, evidenciando que a maior parte dos casos acontece no ambiente doméstico.

Regiões Sul e Norte tiveram as maiores reduções

Todas as regiões brasileiras registraram queda nas taxas de mortes violentas intencionais.

O Sul apresentou redução de 32%, seguido pelo Norte (27%), Centro-Oeste (23%), Nordeste (11%) e Sudeste (9%).

Para os pesquisadores, embora a queda dos homicídios represente um avanço importante para a segurança pública, o crescimento dos feminicídios e a elevada incidência da violência sexual contra crianças e adolescentes mostram que o país ainda enfrenta desafios estruturais no enfrentamento à criminalidade.

SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL

Homicídios caem ao menor nível da série histórica

🟢 Menores taxas de mortes violentas (por 100 mil habitantes)

🥇 Santa Catarina — 7,6
🥈 São Paulo — 7,8
🥉 Distrito Federal — 9,6
4️⃣ Rio Grande do Sul — 11,3


🔴 Maiores taxas

1️⃣ Amapá — 42,5
2️⃣ Bahia — 36,8
3️⃣ Ceará — 34,7
4️⃣ Alagoas — 33,1


📉 Maiores reduções desde 2022

🥇 Amazonas -49%
🥈 Rio Grande do Sul -39%
🥉 Tocantins -38%


⚠️ Mas o alerta continua

👧 77% dos estupros são contra pessoas vulneráveis.

📍60,3% das vítimas têm até 13 anos.

📈 Feminicídios bateram recorde:
1.571 mulheres assassinadas em 2025.

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