Casal de turistas relata verem duas pessoas em chamas dentro da Pousada Floratta enquanto fugiam com filha de 5 anos.
Os 10 passageiros da aeronave tiveram óbito confirmado pela Defesa Civil do RS e 17 pessoas em terra estão feridas. A queda da aeronave aconteceu pouco depois das 9 horas da manhã deste domingo, 22, e atingiu primeiramente as chaminés de um prédio de apartamentos, vindo a colidir no segundo piso de uma residência e depois na Pausada Floratta. Um homem que estava num posto de gasolina nas proximidades também foi atingido. Ainda não se tem informação da gravidade das lesões das 17 pessoas hospitalizadas.
Corpos das vítimas começaram a ser retirados por volta das 17h15 deste domingo (22), quando a equipe conseguiu acessar a fuselagem, depois de tirar o telhado da loja de móveis atingido pela aeronave .
Segundo o Comandante Regional do Corpo de Bombeiros, Maurício Ferro, a estrutura do prédio da pousada está comprometida : ” há uma rachadura do cão ao teto”. “Já estamos realocando moradores próximos por segurança”, revelou Ferro
Segundo o Comandante não há previsão de encerramento remoção de corpos, já que não estão íntegros, sendo necessários seguir com o protocolo IGP de ensacar separadamente cada parte de corpo encontrado para depois colher amostras e fazer análise do DNA para identificação das vítimas.
Fuga da Pousada
Jéssica Carolina Maia, 34 anos, estava com o marido Tiago Félix, de 34 anos, e a filha no quarto 202 da pousada Floratta, afirmou que a cena que foi vista ao abrir a porta, depois do estrondo, foi de muita fumaça e vermelhidão.
A família, que mora em Minas Gerais, está acolhida no hotel Gramado Parks e revela que “estava tudo vermelho, com muita fumaça e muita gente gritando. Deu tempo de pegarmos nossa filha e corrermos pelas escadas“.
Inicialmente pensaram ser uma explosão de um carro do lado de fora do prédio, já que a janela do banheiro e do quarto explodiu. “Ao abrirmos a porta vimos a camareira e a cozinheira em chamas e muitos gritos outras pessoas.““Ao chegarmos no posto de gasolina ao lado vimos um pé de uma pessoa no chão“, relatam aterrorizados.
“Perdemos tudo o que tínhamos, só pensamos em pegar nossa filha Maria Ísis de 5 anos e sair correndo. A roupa que estamos vestindo foi doação de hóspedes do hotel da frente. Não tenho notícias de outros hóspedes ou das crianças que ouvimos gritando enquanto fugíamos“ conta Jéssica





