Levantamento indica que 31% dos trabalhadores do Sul associam o emprego à infelicidade e 16% não têm rede de apoio em momentos difíceis, apesar do menor impacto das redes sociais
Trabalho
Os moradores do Sul aparecem como os que mais percebem distância entre trabalho e bem-estar no país. Segundo o Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026, 31% dos trabalhadores da região afirmam que o emprego contribui para a infelicidade, índice quase três vezes maior que o registrado no Centro-Oeste.

O levantamento, conduzido pela pesquisadora Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia, indica que essa percepção está ligada a fatores estruturais do ambiente profissional e à forma como os trabalhadores avaliam suas condições de vida.
Isolamento
Além do impacto no trabalho, o estudo aponta que 16% da população sulista não tem familiares ou amigos a quem recorrer em momentos difíceis. O índice é o segundo mais alto do país e indica um nível relevante de isolamento social.
Para a pesquisadora, esse dado é um dos mais sensíveis da pesquisa, já que redes de apoio são consideradas um dos principais fatores de proteção ao bem-estar e à saúde mental.
Trabalho
Entre os principais motivos de insatisfação no ambiente profissional, os entrevistados citam sobrecarga, falta de reconhecimento e liderança considerada inadequada.
O estudo também identifica diferenças internas na região. O Paraná apresenta o pior indicador de felicidade no trabalho. No Rio Grande do Sul, 18% das pessoas afirmam não ter com quem contar. Em Santa Catarina, predominam relatos de ansiedade e solidão.
Telas
Apesar dos indicadores negativos em trabalho e convivência social, o Sul apresenta um contraste relevante na relação com as redes sociais.
A região registra menor dependência, menor comparação social e menos relatos de tristeza associados ao uso de telas em comparação com outras partes do país, segundo a pesquisa.




