O Brasil que queremos e o que temos

2015-04-10_190211

Não dá pra negar que nosso país passa por um momento delicado em sua história. A polarização política e as manifestações populares nas ruas, o ativismo judicial, os pedidos de impeachment contra ministros do supremo apontam para mudança da nação. A guerra cultural e ideológica asseveradas por perseguições nos faz pensar no Brasil que temos e naquele que queremos.
Sinceramente, nossa cultura como povo, me faz temer se realmente alcançaremos um bom lugar. Todavia não podemos ignorar a esperança que surge e ecoa nas ruas reivindicando um Brasil melhor.
O que as pessoas precisam entender é que o Bolsonarismo não tem mais nada a ver com o presidente Bolsonaro. É preciso tirar os óculos da ideologia para ver que foi o povo que escolheu Bolsonaro presidente, e isso, consequência dos anseios de uma população em sua maioria cristã e conservadora. Porque é praticamente impossível desassociar a visão política de alguém e a sua fé. Na verdade a fé que se tem vai balizar toda a vida daquele que a professa. Suas escolhas, desde as mais simples ás mais complexas serão tomadas com base naquilo que acredita.
Verdade que se enfrenta oposição, e isso é salutar, principalmente num país que se diz democrático. Porém, o que fazer, quando a perseguição vêm daqueles que deveriam, pelo cargo que ocupam, defender as liberdades, mas ao contrário, usam do poder para combater opositores e as vozes contrarias ás suas opiniões. E o pior usando meios ilegais, inconstitucionais e arbitrários.
O Brasil que temos é esse: de um lado a vontade da maioria da população que vai as ruas se manifestar contra uma minoria gananciosa e arrogante, que ou perderam seus espaços e seus ganhos ou que temem em perder.
O Brasil que queremos porém, está nascendo, apesar de a passos de formiga, entendo que começamos a externar como povo desde as eleições de 2018 o que queremos para o país.
Queremos governantes que sejam verdadeiros, que empreguem nosso dinheiro dos impostos em serviços públicos de qualidade. Ministérios que tenham ministros competentes e compromissados em fazer o seu melhor dentro das suas respectivas pastas, e em favor do povo.
É necessário pensarmos como nação, para onde iremos. Se marchamos para o caos de países socialistas como nossos vizinhos latinos, ou se começamos a rumar para liberdade econômica com bases em valores e princípios cristãos. A escolha sempre estará em nossas mãos, por mais clichê que possa soar.
É preciso mostrar e afirmar nossa identidade como povo, não apenas política, mas o porquê dessa posição. E isso definirá nosso presente e o nosso futuro como povo.
As redes sociais são uma benção, pois enganar e mentir fica mais difícil, quando todos têm nas mãos uma câmera e o mundo para mostrar o que acontece, em tempo real. Então a verdade fica mais acessível.
Vamos todos refletir naquilo que queremos diante daquilo que temos. As manifestações populares são sim e sempre serão uma grande expressão da vontade da maioria das pessoas que não apenas falam, mas agem e trabalham para construir realidades diferentes daquelas que estão postas.
Dia 07 de setembro está marcada mais uma manifestação popular, e tal deve ser considerada.