Pela primeira vez, pesquisa do IBGE aponta maior protagonismo feminino na liderança dos domicílios no Rio Grande do Sul
O número de lares chefiados por mulheres no Rio Grande do Sul superou o de homens pela primeira vez, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do IBGE, divulgada em agosto de 2025. O estudo aponta que o protagonismo feminino no contexto social e doméstico do estado reflete uma mudança nas estruturas familiares.
Cenário no estado e em Porto Alegre
No total, o Rio Grande do Sul conta com aproximadamente 2,2 milhões de domicílios com chefia feminina, contra cerca de 2,1 milhões chefiados por homens. Na capital, Porto Alegre, a tendência se mantém de forma ainda mais acentuada, com 876 mil residências lideradas por mulheres e 748 mil por homens.
Múltiplas configurações familiares
O levantamento do IBGE mostra que a maioria dos domicílios com chefia feminina, 65,8%, são do tipo nuclear (formado por pais e filhos). Contudo, as mulheres apresentam maior presença na liderança de lares estendidos, que incluem parentes como avós, netos ou genros. Os dados refletem as novas dinâmicas de responsabilidade e gestão dos domicílios em todo o estado, um movimento que se observa em diversas cidades gaúchas, como Bento Gonçalves e em toda a Serra Gaúcha.




