Guarda compartilhada chega a 45% dos divórcios com filhos no Brasil, aponta IBGE

A guarda compartilhada passou a liderar as decisões sobre filhos em divórcios no Brasil. Dados do IBGE indicam que o modelo foi adotado em quase metade das separações com crianças e adolescentes em 2024.

A guarda compartilhada passou a liderar as decisões sobre filhos em divórcios no Brasil. Dados do IBGE indicam que o modelo foi adotado em quase metade das separações com crianças e adolescentes em 2024.

Guarda compartilhada supera guarda materna pela primeira vez

Segundo o IBGE, a guarda compartilhada ultrapassou, pela primeira vez, a guarda exclusiva materna, que respondeu por 43% dos casos registrados no país. A guarda atribuída apenas ao pai segue residual, aparecendo em 3% dos registros.

As informações fazem parte das Estatísticas do Registro Civil e confirmam uma mudança gradual no padrão das decisões judiciais e dos acordos firmados após a separação dos pais.

Lei da guarda compartilhada impulsiona avanço desde 2014

O avanço da guarda compartilhada acompanha a implementação da lei sancionada em 2014, que estabelece esse regime como prioritário sempre que ambos os pais tenham condições de exercer o poder familiar.

“Ano a ano, observamos um crescimento da guarda compartilhada desde a entrada em vigor da legislação”, afirma a demógrafa Klivia Brayner de Oliveira, uma das técnicas responsáveis pela pesquisa do IBGE. Em dez anos, o modelo avançou de 42% para 45%.

Dividir no papel ainda não significa dividir na prática

Apesar do crescimento nos registros oficiais, especialistas apontam que a guarda compartilhada nem sempre se traduz em uma divisão equilibrada da rotina dos filhos. Conflitos entre os pais, distância entre residências e decisões judiciais específicas seguem influenciando a aplicação do modelo.

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Divórcios caem, mas casamentos duram menos

O IBGE registrou 428.301 divórcios no Brasil em 2024, uma queda de 2,8% em relação ao ano anterior. Do total, 82% foram realizados por via judicial e 18% de forma extrajudicial. Em 30% das separações, os casais não tinham filhos.

Ao mesmo tempo, o tempo médio entre casamento e divórcio caiu de 15 para 14 anos, indicando relações conjugais mais curtas.

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Guarda compartilhada ganha centralidade no debate familiar

Embora os casamentos tenham registrado leve crescimento entre 2023 e 2024, inferior a 1%, o IBGE destaca que a tendência de longo prazo segue de queda desde 2016. Nesse cenário, a guarda compartilhada se consolida como um dos principais temas no debate sobre parentalidade, separação e direitos das crianças no Brasil.

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