Planeta pode atingir calor recorde já em 2027, alertam cientistas

Planeta pode atingir calor recorde já em 2027, alerta cientista

El Niño preocupa cientistas da NASA ao se combinar com aquecimento global já acelerado e pode antecipar limite crítico

O retorno do El Niño pode levar o planeta a um novo patamar de aquecimento nos próximos anos. O alerta é do climatologista James Hansen, que aponta risco de recordes históricos de temperatura global.

Segundo ele, o fenômeno não seria extraordinário por si só. O problema é o contexto atual: a Terra já está mais quente, o que potencializa os efeitos de eventos naturais.

Efeito ampliado

O El Niño altera o padrão de circulação no Oceano Pacífico, deslocando águas quentes e influenciando o clima em escala global. Em anos de ocorrência, a temperatura média do planeta costuma subir.

Agora, porém, esse impacto tende a ser maior. Isso porque o sistema climático está mais sensível devido ao acúmulo de gases de efeito estufa.

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Aquecimento acelerado

De acordo com Hansen, o aquecimento global ganhou ritmo a partir de 2015. Entre os fatores estão o aumento contínuo das emissões e a redução de aerossóis na atmosfera.

Essas partículas, embora prejudiciais à saúde, ajudavam a refletir parte da radiação solar. Com sua diminuição, mais calor passa a ser absorvido pelo planeta.

Projeções preocupantes

Se o El Niño se confirmar, a temperatura global pode atingir cerca de 1,7°C acima dos níveis pré-industriais até 2027. Antes disso, já há estimativa de cerca de 1,4°C em 2026.

Além disso, Hansen projeta que o limite de 2°C pode ser alcançado ainda na década de 2030, antecipando cenários previstos anteriormente.

Sinal dos oceanos

Outro indicativo é o aumento do calor armazenado nas camadas profundas dos oceanos. Esse acúmulo pode emergir na superfície e intensificar o aquecimento global nos próximos ciclos.

Modelos sob pressão

O cientista também alerta que modelos climáticos podem estar subestimando a velocidade das mudanças. Fatores como nuvens e mecanismos de retroalimentação ainda são difíceis de prever com precisão.

Para ele, os próximos anos serão decisivos para confirmar se o planeta está aquecendo mais rápido do que o esperado.



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