Satélite registra a formação de ciclone sobre o Rio Grande do Sul

Satélite registra a formação de ciclone no Sul do Brasil


Ciclone extratropical foi registrado por satélite nesta sexta-feira e mantém áreas de instabilidade com elevados volumes de chuva no Rio Grande do Sul.

Imagens de satélite registraram, na tarde desta sexta-feira (12), a formação de um ciclone extratropical sobre o Sul do Brasil. O sistema mantém um cenário de muitas nuvens e chuva em diversas regiões do Rio Grande do Sul, especialmente na Metade Leste do estado.

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Registro por satélite

A imagem do satélite meteorológico GOES-19, da NOAA/NASA, captada às 16h, mostra a configuração característica do ciclone extratropical, com o vórtice do sistema posicionado sobre a Metade Leste gaúcha. A circulação atmosférica associada ao fenômeno favorece a formação de extensas áreas de nebulosidade e precipitação.

Volumes elevados

Até o final da tarde desta sexta-feira, os maiores acumulados de chuva foram registrados em Rio Pardo (69 mm), São Lourenço do Sul (63 mm), Pelotas (59 mm), Santa Cruz do Sul (43 mm), Triunfo (42 mm), Cerrito e Camaquã (39 mm), além de diversos outros municípios da região Sul e Central do estado.

Os volumes também alcançaram 38 mm em Venâncio Aires e Barra do Ribeiro, 37 mm em Hulha Negra e Candelária, 36 mm em Candiota, 35 mm em Cachoeira do Sul e Canguçu, 33 mm em Encruzilhada do Sul, 32 mm em Vera Cruz e 30 mm em Lavras do Sul.

Evolução do sistema

Segundo a MetSul Meteorologia, o ciclone extratropical deverá estar mais organizado e intenso sobre o Oceano Atlântico na madrugada e manhã deste sábado (13), a leste do Rio Grande do Sul. A tendência é de deslocamento gradual para leste e sudeste ao longo do dia.

Apesar da possibilidade de rajadas isoladas em áreas próximas ao litoral nas primeiras horas do sábado, a previsão indica diminuição da intensidade dos ventos durante o decorrer do dia.

Ventos mais fortes ficam no mar

A MetSul destaca que a área de ventos mais intensos do ciclone extratropical, com rajadas superiores a 100 km/h, permanecerá em mar aberto. Dessa forma, os ventos mais fortes não devem atingir áreas de terra firme nos estados do Sul e do Sudeste do Brasil.

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