Empregos recuam em agosto, segundo levantamento do OECON do CIC Bento, coordenado por Fabiano Larentis, sub-reitor da UCS Bento
Empregos tiveram saldo negativo em Bento Gonçalves em agosto, segundo levantamento do Observatório Econômico (OECON), coordenado por Fabiano Larentis, sub-reitor da UCS Bento. O município perdeu 85 postos de trabalho no mês, interrompendo uma sequência de saldos positivos registrada desde abril.

No acumulado de janeiro a agosto, Bento Gonçalves ainda apresenta saldo positivo de 1.008 vagas e ocupa a 11ª posição entre os municípios gaúchos na geração de novos postos em 2026. O resultado, porém, representa uma redução de 41,7% em relação aos oito primeiros meses de 2025.
No Rio Grande do Sul, a retração na geração acumulada de novos empregos chega a 49%, enquanto no Brasil a redução é de 25,1%.
A comparação específica de agosto reforça a mudança de cenário. No mesmo mês do ano passado, Bento Gonçalves havia registrado saldo positivo de 106 postos. Neste ano, o resultado foi negativo em 85 vagas.
Indústria concentra perdas
A Indústria é o setor que mais preocupa no acumulado do ano. Apesar do saldo positivo de 193 vagas entre janeiro e agosto, houve redução de 64,9% em relação ao mesmo período de 2025.
Em agosto, o setor industrial perdeu 84 postos. As maiores retrações ocorreram nas indústrias moveleiras, com 49 vagas a menos, de máquinas e implementos, com menos 20, e de produtos alimentares, também com redução de 20 postos.
A indústria de produtos alimentícios acumula saldo negativo de 64 vagas no ano.
Bento, que havia se destacado na geração de empregos industriais em 2025, aparece agora na 20ª posição entre os municípios gaúchos no acumulado de 2026.
Construção ainda sustenta resultado
A Construção continua sendo o principal destaque positivo de Bento Gonçalves. O município ocupa a terceira posição no Estado em geração de vagas no setor.
Em agosto, porém, o saldo foi de apenas sete novos postos. A construção de edifícios abriu 15 vagas no mês.
No acumulado de 2026, a construção de edifícios somada às obras de infraestrutura gerou 311 novos postos. Considerando todo o setor, a Construção acumula 364 vagas, alta de 36,3%.
Comércio e Serviços
O Comércio acumula 99 novos postos no ano e apresenta variação positiva de 182,9% em relação aos oito primeiros meses de 2025. Bento ocupa a sétima posição entre os municípios gaúchos que mais geraram vagas no setor.
Em agosto, entretanto, o saldo foi negativo em 17 postos. O comércio atacadista não especializado abriu 20 vagas no mês.
Nos Serviços, o saldo acumulado é positivo em 238 vagas. Em agosto, houve redução de apenas um posto.
Na comparação com os oito primeiros meses de 2025, porém, o setor registra queda de 58,2%. As atividades de saúde humana foram destaque em agosto, com 60 novos postos, enquanto a Educação acumula 112 vagas no ano.
Projeção não é alcançada
De acordo com Fabiano Larentis, as projeções elaboradas a partir dos dados acumulados pelo OECON desde 2019 indicavam que Bento Gonçalves chegaria a 51,7 mil empregados em setembro. A estimativa, entretanto, não vem sendo alcançada desde março, reforçando o cenário de desaceleração na geração de vagas.
A rotatividade também caiu. Em agosto, a taxa média foi de 4,3%, contra 4,6% no mesmo mês de 2025. Na média dos oito primeiros meses deste ano, o índice ficou em 5%, ante 5,3% no mesmo período do ano passado.
Bento Gonçalves encerrou agosto com 51.206 pessoas empregadas, crescimento de 2% em relação ao final de 2025. O município também chegou a 14.043 Microempreendedores Individuais (MEIs), alta de 3,35% no período.
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