Um jato de plasma e campos magnéticos disparado por uma erupção extremamente violenta no Sol passa “raspando” pela Terra; entenda o que pode acontecer
O Sol foi tomado por intensa agitação no último domingo (1). Observações registraram 26 erupções solares em sequência, com destaque para um evento X8.1 – extremamente poderoso. E o material ejetado pela explosão está previsto para atingir a Terra esta semana.
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De acordo com a plataforma da meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) emitiu alerta de tempestades geomagnéticas de classe G1 – consideradas fracas em uma escala que vai até G5 – para quinta-feira (5).
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- O Sol tem um ciclo de 11 anos de atividade;
- Ele está atualmente no que os astrônomos chamam de Ciclo Solar 25;
- Esse número se refere aos ciclos que foram acompanhados de perto pelos cientistas;
- No auge dos ciclos solares, o astro tem uma série de manchas na superfície, que representam concentrações de energia;
- À medida que as linhas magnéticas se emaranham nas manchas solares, elas podem “estalar” e gerar rajadas de vento;
- De acordo com a NASA, essas rajadas são explosões massivas do Sol que disparam jatos de plasma e campos magnéticos (também chamados de “ejeção de massa coronal” – CME) e partículas carregadas de radiação para fora da estrela;
- As explosões são classificadas em um sistema de letras – A, B, C, M e X – com base na intensidade dos raios-X que elas liberam, com cada nível tendo 10 vezes a intensidade do anterior;
- A classe X denota os clarões de maior intensidade, enquanto o número fornece mais informações sobre sua força;
- Um X2 é duas vezes mais forte que um X1, um X3 é três vezes mais forte, e, assim, sucessivamente;
- Como o Sol dá uma volta em seu próprio eixo a cada 27 dias, as manchas solares desaparecem de vista por determinado período, voltando em seguida a ser visíveis para a Terra.
Embora não tenha sido lançada em direção à Terra, a CME ejetada pela supererupção deve atingir o planeta de “raspão”, o que é suficiente para perturbar o campo magnético terrestre devido à força extrema da explosão – a terceira maior já observada durante o Ciclo Solar 25 (que iniciou em dezembro de 2019).
Se o impacto provocar de fato uma tempestade geomagnética G1, podem ocorrer flutuações fracas na rede elétrica e interferências mínimas nas operações de satélites, além da formação de auroras no extremo norte do globo.
No entanto, não se descarta a possibilidade de o fenômeno ser mais intenso, já que a mancha solar AR4366, onde ocorreu a erupção X8.1, estava em um surto de atividade, produzindo outras explosões em sequência, o que pode potencializar a interação do material solar com a atmosfera da Terra.





