Região registra índices superiores à média nacional na realização de mamografias e autoexames, segundo levantamento do A.C.Camargo Cancer Center e da Nexus.
Mamografia já foi realizada por 63% das mulheres da Região Sul, enquanto 78% afirmam ter feito autoexame; levantamento também revela diferenças no acesso à informação sobre prevenção do câncer de mama, segundo levantamento.

A mamografia e o autoexame das mamas apresentam os maiores índices de realização na Região Sul, segundo levantamento do A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados. Os resultados indicam que 63% das mulheres gaúchas, catarinenses e paranaenses já fizeram mamografia e 78% afirmam ter realizado autoexame por meio do toque.
Os percentuais superam as médias nacionais, de 54% para mamografia e 62% para autoexame. O levantamento também aponta que 15% das mulheres do Sul nunca realizaram nenhum dos dois procedimentos, proporção inferior à média brasileira, de 27%. No Norte e no Centro-Oeste, esse índice chega a 35%.
Conhecimento sobre prevenção ainda é desigual
Apesar dos indicadores regionais, a informação sobre prevenção do câncer de mama não alcança todas as mulheres da mesma forma. Na Região Sul, 68% afirmam conhecer as formas de prevenção, enquanto 19% dizem não conhecer essas medidas.
Na amostra nacional, 58% das mulheres afirmam conhecer as formas de prevenção e 29% dizem desconhecê-las. O levantamento também identificou diferenças associadas à renda: o percentual de mulheres que já fizeram autoexame varia de 51% entre aquelas com renda familiar de até um salário mínimo a 88% entre as que recebem mais de cinco salários mínimos.
O acesso à informação também varia conforme o serviço de saúde utilizado. Entre as mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 56% afirmam conhecer as formas de prevenção. Na rede privada, o percentual chega a 69%.
Os dados fazem parte da pesquisa “A saúde do brasileiro: hábitos de vida e uso de tecnologia em diagnósticos médicos”. Em 2026, foram entrevistadas 1.038 mulheres dentro de uma amostra nacional de 2.015 pessoas. O trabalho de campo ocorreu entre 25 e 30 de junho, segundo a Nexus, responsável pelo levantamento em parceria com o A.C.Camargo Cancer Center.
Mamografia é indicada conforme a faixa etária e a avaliação médica
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) considera a mamografia a principal estratégia de rastreamento populacional para a detecção precoce do câncer de mama. A orientação publicada pelo órgão recomenda o exame de rastreamento para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos, conforme as diretrizes nacionais. A indicação individual pode variar de acordo com a avaliação médica.
O autoexame por toque, por sua vez, contribui para que a mulher conheça o próprio corpo e perceba alterações, como nódulos, mudanças na pele ou no formato das mamas. Essa prática, porém, não substitui a mamografia quando indicada nem a avaliação de um profissional de saúde.
A recomendação é procurar atendimento médico diante de alterações suspeitas, mesmo quando a mulher realizou exames anteriormente. O diagnóstico precoce aumenta as possibilidades de tratamento oportuno.
As orientações e os dados oficiais sobre rastreamento estão disponíveis no portal do INCA.





