Imagens de satélite mostram ciclone em formação entre Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul, com vento forte e queda de temperatura
Um ciclone extratropical está em formação entre o Nordeste da Argentina, o Uruguai e o Rio Grande do Sul. Imagens do satélite GOES-19 mostram a organização da nebulosidade em espiral associada ao sistema.
A baixa pressão em superfície entra em fase com uma baixa segregada em altitude. Essa interação favorece a ciclogênese, processo de formação e intensificação do ciclone.
A baixa em altitude é a mesma estrutura atmosférica associada ao episódio de chuva extrema e neve registrado no Norte do Chile nos últimos dias.
Ao avançar para Leste, o sistema encontrou condições para interagir com a circulação de superfície entre o Nordeste da Argentina, o Uruguai e o Rio Grande do Sul.

Ciclone avança em direção ao oceano
O ciclone deve se deslocar para o oceano ao longo do final desta quinta-feira (20). Na sexta-feira (21), o sistema estará mais afastado do continente.
Com esse deslocamento, o vento passa a ser um dos principais efeitos sobre o Rio Grande do Sul.
As rajadas devem ocorrer principalmente no Sul e no Leste do Estado. No final desta quinta e no começo da sexta, os ventos devem ficar entre 50 km/h e 70 km/h.
Em alguns pontos, porém, as rajadas podem alcançar entre 70 km/h e 90 km/h.
Os maiores valores são esperados em áreas costeiras, na região da Lagoa dos Patos e no extremo Sul da área de Porto Alegre.
Rajadas podem superar 100 km/h
O vento tende a ganhar ainda mais força nas áreas de relevo dos Campos de Cima da Serra e do Planalto Sul Catarinense voltadas para o litoral.
Nessas regiões, podem ocorrer rajadas superiores a 100 km/h.
A configuração está relacionada ao posicionamento do ciclone e à interação entre o sistema de baixa pressão em superfície e a baixa segregada em níveis médios e altos da atmosfera.
Ciclone provoca queda de temperatura
Além do vento, o ciclone provoca uma mudança nas temperaturas do Rio Grande do Sul.
Um bolsão de ar frio associado à baixa segregada começa a ingressar pelo Oeste do Sul do Brasil. Posteriormente, o ar frio avança para outras áreas da Região Sul.
No Rio Grande do Sul, a queda da temperatura será mais perceptível durante a tarde e a noite desta quinta-feira, principalmente no Oeste.
Durante a madrugada e o começo da sexta-feira, o ar frio alcança outras regiões do Estado.
Entretanto, a massa de ar não apresenta intensidade suficiente para provocar um episódio de frio intenso neste momento.
Outra massa de ar frio chega no fim de semana
A mudança de temperatura desta quinta e sexta-feira não representa o principal episódio de frio previsto para os próximos dias.
Uma nova incursão de ar frio deve chegar no fim de semana, impulsionada por outro ciclone que atuará no Sul do Atlântico.
Assim, o Rio Grande do Sul terá duas mudanças distintas nas condições atmosféricas em sequência: primeiro, com o ciclone atualmente em formação sobre a região; depois, com a chegada de uma nova massa de ar frio associada a outro sistema no Atlântico Sul.
🌀 Um ciclone está se formando entre a Argentina, o Uruguai e o Rio Grande do Sul — e as imagens de satélite já mostram a circulação do sistema.
O ciclone deve avançar para o oceano entre esta quinta e a sexta-feira, mas antes provoca vento forte e queda de temperatura no Estado.
💨 No Sul e no Leste gaúcho, as rajadas podem chegar a 70 km/h. Em áreas do litoral e da Lagoa dos Patos, podem atingir até 90 km/h.
⚠️ Nas áreas de relevo dos Campos de Cima da Serra e do Planalto Sul Catarinense, as rajadas podem superar 100 km/h.
E o frio não termina aí: outra massa de ar frio chega ao Sul no fim de semana, impulsionada por outro ciclone no Atlântico.
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