Opinião da Gazeta

Não foi desta vez

Visivelmente constrangidos, os vereadores votaram, finalmente, a revisão do Plano Diretor do Município de Bento Gonçalves. Vergonha alheia à parte, depois do rumoroso vazamento de áudio que apontava o dedo comprometedor a alguns vereadores, as 81 emendas que deveriam agradar a gregos e troianos, resumiram-se a 33 e acabaram sendo aprovadas somente 18. Uma única emenda, do pacote das polêmicas, resultou um grande tiro nos pés de quem se ressentiu

O descaso ao homem do campo

Por causa da queda de um raio num único poste que rompeu os cabos de energia, mais de 80 famílias moradoras nos distritos de Faria Lemos e Tuiuty ficaram sem luz por mais de 100 horas. Depois de seis dias a RGE enviou funcionários que restabeleceram a energia em algumas comunidades, outras até a noite de ontem, quinta-feira, continuavam às escuras e com banhos frios, justamente na semana em que

Qual é o motivo da demora?

12 dias depois da operação do Ministério Público que constatou fraude em embutidos e venda de produtos alimentícios contendo bactéria letal (página 09 desta edição), surpreendentemente os produtos ainda encontram-se à venda em prateleiras de mercados locais. Os supermercadistas estão, deliberadamente, colocando em risco a visa de seus clientes, já que foi amplamente divulgado pela imprensa sobre o crimes contra as relações de consumo e de adulteração de produtos alimentícios

O voto é a melhor arma para combater a corrupção

No artigo desta quinta-feira no jornal O Globo, o procurador da República e coordenador da Lava-Jato, Deltan Dallagnol afirmou que há evidências de que a grande corrupção brasileira vem de cima para baixo. Entretanto, a solução precisa ser construída de baixo para cima. Lavando a alma dos brasileiros, o procurador enumerou alguns dados que apontam o dedo para a elite político-empresarial, lembrando que há razões para crer que a alta

Descontrole total

A divulgação do parecer do Tribunal de Contas é um soco no estômago do município, visto que o Tribunal de Contas do Estado já havia reprovado as contas Pasin de 2014. O TCE fez várias sugestões para corrigir as irregularidades, devidamente ignoradas pelo mandatário do município. Na reportagem de quase duas páginas da edição da Gazeta deste dia 22 de maio, foram detalhadas as 20 irregularidades cometidas por esta gestão.

Qual é a pressa?

No mínimo suspeita esta pressa do Executivo em querer desarquivar o Plano Diretor, agora, no meio do escândalo do vazamento das declarações de oferecimento de propina para vereadores incluírem certas emendas. O que estaria em jogo para o Prefeito Pasin se arriscar nesta decisão quase suicida, que não podia esperar uma semana pela decisão do Ministério Público de instaurar ou não uma investigação do caso? O Plano Diretor- caso seja

Tudo vai acabar em pizza?

Por mais que MP tenha recebido a gravação do vereador falando abertamente ter participado de uma reunião onde foi oferecido propina a alguns vereadores (páginas quatro e cinco desta edição) e seja aberto inquérito civil, vai ser muito difícil seguir sem que o vereador que foi flagrado na gravação confirme a veracidade do que disse na reunião. O vereador do DEM recusou-se a responder se vai confirmar ou não as

Quem sabe faz, quem não sabe passa para outro fazer

Com a sanção da Lei da proibição de bebida alcoólica em locais públicos entre 23 e 6 horas pelo Prefeito, inicia o jogo de empurra para ver quem vai executar. Esta lei criada para angariar créditos políticos, já nasceu torta, já que não especifica quem vai ter que cumprir. Com certeza será mais uma lei que var dormir no fundo da gaveta. Nem no papel ela é boa, já que

Tempos difíceis

Na primeira quinzena do mês de março, a polícia de São Paulo apreendeu mais de R$ 3,6 milhões em notas falsas em “casa da moeda” clandestina, como noticiaram os jornais de circulação nacional. Esta não é a única e nem a última gráfica clandestina a cometer este crime. Nas redes sociais, a venda de notas falsas é escancarada. Aqui em Bento Gonçalves, nestes grupos de tudo vende no facebook e

Meias soluções

A aprovação pela Câmara de Vereadores do projeto de lei que proíbe o consumo de bebida alcoólica que não seja nos domínios de bares, restaurantes e assemelhados das 22 h até às 6h é, no mínimo, incompleta. Sim, a justificativa mais forte é diminuir o índice de criminalidade, mas quem compra bebida para beber na rua, ou praças, até as 22 horas já pode estar alcoolizado o suficiente para fazer