Afinal, o que o ser humano realmente deseja?

2015-04-10_190211
Letícia Simioni Schossler Psicóloga- CRP 07/23986 Especializanda em Psicologia Clínica de Orientação Psicanalítica (54) 99121-3633 leticiassc@terra.com.br

Questionar o que o ser humano realmente deseja é uma questão ampla, e que justamente por isso pode fazer com que você pense em muitas e muitas “respostas”. Pode ser que de início, passe pela sua mente que o você realmente deseja é, de maneira resumida, alcançar os seus sonhos e objetivos. Está bem…é indiscutível que todos nós desejamos isso, mas existe algo além, e que é unanime para todos na condição de ser humano… estou falando do fato de ser desejado pelo outro, que é encontrada de uma forma muito bonita nas palavras de J.Lacan pela seguinte frase : “ O que o ser humano deseja é ser desejado por outro ser humano”. Questionar o que o ser humano realmente deseja é uma questão ampla, e que justamente por isso pode fazer com que você pense em muitas e muitas “respostas”. Pode ser que de início, passe pela sua mente que o você realmente deseja é, de maneira resumida, alcançar os seus sonhos e objetivos. Está bem…é indiscutível que todos nós desejamos isso, mas existe algo além, e que é unanime para todos na condição de ser humano… estou falando do fato de ser desejado pelo outro, que é encontrada de uma forma muito bonita nas palavras de J.Lacan pela seguinte frase : “ O que o ser humano deseja é ser desejado por outro ser humano”. Ser desejado por outro ser humano implica, dentre outras coisas,ser visto, reconhecido, amado, etc. A questão reside no fato de que, com o passar do tempo e as mudanças caracterísitcas do desenvolvimento (bebê, criança, adolescente, adulto, idoso…) também tendem (e devem) a alterar a forma como cada um busca ser desejado pelo outro. Num primeiro momento, o bebê, ser que é totalmente dependente, precisa- inclusive para garantir sua sobrevivência- ser visto e cuidado em todas as suas necessidades, mesmo que minimanente, seja pelos pais, avós, tios, ou qualquer outro semelhante, que tenha essencialmente, o DESEJO em cuidar desse bebê.Conforme o tempo vai passando, a dependência inicial vai também dando espaço a outros tipos de demandas desse sujeito, que segue, porém, desejante dentre outras coisas, de ser notado, cuidado, reconhecido, enfim, desejado, de diferentes formas e em maiores ou menores graus, ao longo de toda a vida. Cada um encontra, a sua maneira, formas de ser notado, reconhecido, e enfim desejado pelo outro, seja no campo familiar, enquanto pai, mãe, filho, na área pessoal, pela busca do olhar do Outro através do parceiro/parceira e da manutenção desse olhar, ou até mesmo, por intermédio das possibilidades de reconhecimento que área profissional pode reservar a cada um.A partir disso, você consegue se dar conta do que fez e faz para ser visto e desejado pelo Outro? É justamente aqui que podem morar conflitos importantes, como por exemplo, as dificuldades em dizer nãos, em se expressar de acordo com o que você acredita, sente, e/ou pensa, pelo receio de que o outro passe a deixar de olhar, de cuidar e essencialmente de desejar.Não é raro também, que para ser visto, e em outro tempo desejado, a pessoa  desenvolva atitudes contrárias ao seu próprio bem-estar, boicotando-se e aumentando dessa forma seu sofrimento. Se você se vê seguidamente abrindo mão daquilo que lhe faz sentido, dos seus próprios desejos em nome da manutenção de relações e para que você siga se sentindo desejado por uma outra pessoa, repense…A trajetória do tratamento pessoal propõem e inclui um reconhecimento das suas próprias necessidades e desejos e assim, de compreender e ser compreendido, desejar e ser desejado, amar e ser amado, resgatando quem você se tornou, como está e as possibilidades a partir disso.