Entidade aponta falta de planejamento e alerta para impactos no FAPSBENTO e nas contas do município
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bento Gonçalves (SINDISERP) manifestou posição contrária ao projeto apresentado pela Prefeitura que solicita autorização legislativa para a contratação emergencial de 500 auxiliares, com carga horária de 30 horas semanais, pelo período de até 10 meses.
Segundo a administração municipal, a medida tem caráter emergencial e visa suprir a defasagem de pessoal em diferentes setores do serviço público.
Estrutura metálica de viaduto desaba na BR-470, na Serra das Antas
Em nota oficial, o sindicato afirma reconhecer que os trabalhadores temporários não são responsáveis pela situação e merecem respeito. No entanto, a entidade direciona críticas à gestão municipal, apontando falta de planejamento e a adoção de soluções paliativas, em vez da realização de concursos públicos e valorização dos servidores efetivos.
De acordo com o SINDISERP, a política de contratações temporárias fragiliza a carreira pública e pode desestimular profissionais qualificados, que acabam buscando oportunidades em municípios que oferecem melhores condições de trabalho.
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A entidade também alerta para possíveis impactos financeiros no Fundo de Aposentadoria e Pensão do Servidor Público Municipal (FAPSBENTO), destacando a ausência de reposição adequada de contribuições previdenciárias. Conforme o sindicato, o aumento de gastos com contratações emergenciais, sem planejamento de longo prazo, pode comprometer o orçamento e a continuidade dos serviços prestados à população.
O sindicato ainda chama a atenção do Conselho do Fundo e da sociedade para que acompanhem a situação, afirmando que o cenário vem se agravando na atual gestão.
A Prefeitura ainda não se manifestou publicamente sobre os apontamentos feitos pela entidade.