Proposta do Desenrola 2.0 limita uso do FGTS à quitação total das dívidas e mira trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos
O governo federal prepara uma nova fase do programa Desenrola que pode permitir ao trabalhador usar parte do FGTS para quitar dívidas, mas com uma condição central: o saque só será autorizado para pagamento total do débito.
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A medida, chamada de Desenrola 2.0, prevê a liberação de até 20% do saldo do FGTS para trabalhadores com carteira assinada. O benefício será restrito a quem ganha até cinco salários mínimos, o equivalente a cerca de R$ 8 mil.
Regra impede uso parcial
Pela proposta, o valor retirado do FGTS não poderá ser usado para abater parte da dívida. O saque só será permitido quando o montante for suficiente para quitar o débito integralmente.
A regra busca evitar que o trabalhador continue endividado mesmo após utilizar recursos do fundo.
Limite de saque
O valor liberado terá teto de 20% do saldo disponível na conta do FGTS. Além disso, a medida também deve contemplar trabalhadores que já aderiram ao saque-aniversário.
A expectativa do governo é liberar aproximadamente R$ 7 bilhões com a iniciativa.
Foco em baixa renda
O público-alvo do programa será formado por trabalhadores com renda mensal de até cinco salários mínimos, faixa que concentra grande parte das famílias endividadas no país.
A proposta surge como resposta ao alto nível de inadimplência e tenta substituir dívidas com juros elevados por uma alternativa mais sustentável.
Estratégia econômica
A equipe econômica avalia que o uso controlado do FGTS pode ajudar a reduzir o endividamento das famílias sem comprometer totalmente a reserva financeira do trabalhador.
Ao mesmo tempo, a medida pode estimular o consumo ao aliviar o orçamento doméstico.





