Liberar o FGTS faz parte do pacote de medidas para beneficiar trabalhadores e integra plano para conter o endividamento das famílias
O governo federal estuda liberar cerca de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. A medida foi antecipada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e integra um pacote de ações voltado a conter o avanço do endividamento das famílias.
Segundo o ministro, a liberação do FGTS representa apenas uma parte de um conjunto mais amplo de iniciativas que estão em discussão. O objetivo é reorganizar dívidas junto às instituições financeiras e reduzir o valor das parcelas pagas pelos consumidores.
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Renegociação
A proposta em análise envolve um processo de repactuação das dívidas, com participação dos bancos. A ideia é permitir a consolidação de débitos em uma única operação, com juros menores e condições mais favoráveis de pagamento.
De acordo com Luiz Marinho, o uso do FGTS pode funcionar como complemento dentro dessa estratégia, ajudando trabalhadores a reorganizar suas finanças.
Quem pode sacar
A liberação deve atingir trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário, foram demitidos e tiveram parte do saldo bloqueado como garantia de empréstimos. Esse grupo hoje não consegue acessar integralmente os recursos do fundo.
Outras medidas
O tema também vem sendo discutido na área econômica do governo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que há estudos para limitar o endividamento futuro, incluindo ações relacionadas ao consumo e ao crédito.
Entre as alternativas avaliadas está a criação de mecanismos para reduzir o custo das dívidas, além de medidas voltadas ao controle de gastos, como apostas online.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também já manifestou preocupação com o tema e solicitou estudos ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda para reduzir os juros do cartão de crédito.
Endividamento
O avanço das dívidas das famílias tem pressionado o governo. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo mostram que o percentual de famílias endividadas subiu de 80,2% em fevereiro para 80,4% em março, o maior nível da série.
O cenário reforça a urgência de medidas que ampliem o acesso a crédito mais barato e permitam reorganizar o orçamento das famílias brasileiras.





