Mais de 180 milhões de contas foram comprometidas; especialistas recomendam troca imediata de senhas e uso do 2FA
Vazamento afeta milhões de usuários
Mais de 183 milhões de senhas e endereços de e-mail de usuários do Gmail, Yahoo, Outlook e outros provedores foram expostos em um megavazamento global de dados. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (30) pelo especialista australiano em cibersegurança Troy Hunt, criador da plataforma Have I Been Pwned, que confirmou o comprometimento de 3,5 terabytes de informações — um dos maiores incidentes do tipo já registrados.
O vazamento, segundo Hunt, envolve credenciais de múltiplos serviços e sites. “Todos os principais provedores têm endereços de e-mail na base. O Gmail aparece em grande destaque”, afirmou ao Daily Mail.
Como saber se sua senha foi exposta
Os usuários podem verificar se suas contas estão entre as afetadas acessando o site Have I Been Pwned, que reúne registros de violações de dados ocorridas na última década.
Caso o e-mail apareça entre os comprometidos, a recomendação é alterar imediatamente a senha e ativar a autenticação de dois fatores (2FA), que adiciona uma camada extra de segurança e dificulta o acesso indevido.
Risco vai além do e-mail
O alerta se estende a contas de serviços conectados, como Amazon, Netflix e eBay, onde usuários costumam reutilizar as mesmas senhas.
Segundo Hunt, os criminosos digitais obtêm essas credenciais por meio de sites e formulários falsos. “Os registros dos ladrões expõem as informações inseridas em logins de plataformas variadas”, explicou.
Dados vieram da dark web
A investigação aponta que o vazamento ocorreu em abril de 2025, mas foi confirmado apenas agora, após o cruzamento de informações publicadas em fóruns e bases de dados da dark web.
Especialistas alertam que esse tipo de exposição costuma gerar ondas de ataques simultâneos, especialmente contra contas de e-mail corporativas e financeiras.
O apagão digital recente que afetou sites e aplicativos em todo o mundo reforçou os riscos do armazenamento em nuvem e a necessidade de protocolos de segurança mais rigorosos.





