Processo já é feito por outras técnicas, que são mais caras. Essa é a primeira vez que a análise é realizada utilizando um sistema impresso em 3D, dizem pesquisadores
Um sistema de baixo custo e baseado em impressão 3D permite detectar a presença de formol no leite e em cosméticos. A inovação é resultado de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araraquara.
A detecção do formaldeído, mais conhecido como formol, já é feita por outras técnicas, mas são muito mais caras. Essa é a primeira vez que a análise é realizada utilizando um sistema impresso em 3D.
Os pesquisadores pretendem patentear o sistema, mas em um modelo Creative Commons (CC), permitindo que a tecnologia fique acessível à sociedade e possa ser aprimorada por outros pesquisadores.
O formaldeído é prejudicial à saúde se ingerido, inalado ou em contato com a pele. Ele é um produto considerado cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (Iarc).
A substância é adicionada para prolongar a validade ou mascarar a deterioração do produto. O novo dispositivo de análise permite detectar sua presença em pequenas amostras de leite e cosméticos.
O processo é diferente dos métodos tradicionais utilizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que exigem grandes volumes de material, é complexa, demanda várias etapas e é custosa.
A estrutura impressa em 3D possibilita o preparo da amostra em quantidades reduzidas, tornando o processo mais eficiente e prático.





