Cena de chefe simulando tapa em funcionária vira caso de polícia

Vídeo com chefe simulando tapa em funcionária de revenda de carro é investigado
 

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) postou em suas redes sociais que acompanha a investigação policial e destacou a gravidade de conteúdos que possam estimular ou naturalizar a violência de gênero.

 

Um vídeo que mostra a simulação de um tapa no rosto de uma funcionária dentro de uma empresa de Novo Hamburgo passou a ser investigado após provocar forte repercussão nas redes sociais. A gravação foi publicada no perfil da empresa Bolezina Veículos e gerou críticas por possível incentivo à violência contra a mulher.

No vídeo, um homem que aparece como chefe encena uma discussão com uma funcionária e simula dar um tapa em seu rosto. A publicação recebeu o título “POV: A comunicação da equipe está em dia”. A cena rapidamente viralizou e provocou indignação entre usuários da internet.

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Polícia investiga simulação de agressão

A Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Novo Hamburgo confirmou que um boletim de ocorrência foi registrado. Os envolvidos devem prestar depoimento na segunda-feira, dia 16.

Conforme a polícia, o caso está sendo analisado como possível incitação ao crime contra a mulher. A investigação busca esclarecer o contexto da gravação e a intenção da publicação nas redes sociais.

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Empresa afirma que cena foi encenação

Carlos Bolezina, proprietário da empresa, afirmou que a cena foi encenada para um conteúdo de redes sociais e que não houve agressão real.

Segundo ele, a ideia teria sido criada pela responsável pelo marketing da empresa, que também aparece na gravação. O empresário afirmou que a sequência teria sido resultado de edição.

“A gente é contra a violência, óbvio. Sou casado há 20 anos, tenho dois filhos e nunca tive qualquer passagem pela polícia”, declarou.

Bolezina acrescentou que a empresa pretende divulgar um posicionamento oficial após receber orientação jurídica.

MPRS acompanha o caso

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) informou que acompanha a investigação policial e destacou a gravidade de conteúdos que possam estimular ou naturalizar a violência de gênero.

Segundo a subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Alessandra Moura Bastian da Cunha, “condutas que incitam ou naturalizam a violência de gênero, como o vídeo que mostra um chefe simulando um tapa no rosto de uma funcionária em um estabelecimento comercial de Novo Hamburgo, são absolutamente inadmissíveis”.

O MPRS afirmou que tomou conhecimento da investigação e que poderá adotar as medidas cabíveis conforme o andamento da apuração.

Polícia

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