Polícia Civil prende ex-companheira, suspeita de mandar matar advogado

Polícia Civil prende ex-companheira, suspeita de mandar matar advogado

Polícia Civil reabriu inquérito do caso ocorrido em 2021,após reunir novas provas que ligam suspeita aos executores, já presos

A Polícia Civil prendeu preventivamente, no fim da tarde de quarta-feira (4), uma assistente jurídica de 36 anos investigada por planejar a execução do companheiro, o advogado Roberto Fortunato Dall Agnol, de 48 anos. A ação foi realizada pela 1ª Delegacia de Polícia de Bento Gonçalves.

O crime ocorreu em 19 de setembro de 2021, por volta das 4h20, na rua Luís Pedro de Marco, no bairro Conceição. Na ocasião, o caso foi tratado como latrocínio.

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Investigação

Conforme a Polícia Civil, a suspeita é apontada como mentora intelectual do crime. A investigação indica que ela teria arquitetado a ação previamente, fornecido as chaves de acesso ao imóvel e ajustado detalhes da execução.

De acordo com o inquérito, a investigada estaria na residência no momento dos fatos e teria participado da simulação de subtração de bens para sustentar a tese de roubo seguido de morte.

À época, dois homens foram presos e posteriormente condenados pelo latrocínio.

Reabertura do caso

A reabertura do inquérito ocorreu após a 1ª DP reunir novas provas que ligariam a assistente jurídica diretamente aos executores. O avanço das técnicas investigativas levou à revisão da dinâmica inicialmente apresentada.

Intimidação

Durante o aprofundamento das diligências, a Polícia Civil identificou tentativas de intimidação contra a equipe de investigação. Segundo os policiais, a investigada e seu atual companheiro teriam enviado ameaças anônimas.

Com uso de inteligência cibernética e análise de dados, a corporação rastreou a origem das mensagens e confirmou tentativa de obstrução da investigação.

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Prisão preventiva

A prisão preventiva foi decretada com base no risco à ordem pública e à instrução processual. A suspeita foi encaminhada ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

Imagem divulgação Polícia Civil

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