BRS Lis e BRS Antonella foram desenvolvidas ao longo de mais de uma década e prometem maior produtividade, resistência a doenças e qualidade industrial
A Embrapa Uva e Vinho apresentou duas novas cultivares destinadas à produção de sucos e vinhos de mesa , BRS Lis e BRS Antonella, durante dia de campo realizado em Bento Gonçalves (RS). Desenvolvidas no programa Uvas do Brasil, as variedades foram avaliadas por mais de dez anos e são indicadas especialmente para a Serra Gaúcha.
As cultivares BRS Lis e BRS Antonella foram lançadas oficialmente pela Embrapa Uva e Vinho como alternativas tecnológicas para a agroindústria vitivinícola brasileira. O anúncio ocorreu durante um dia de campo na sede da instituição, em Bento Gonçalves, reunindo pesquisadores, produtores e representantes de cooperativas.
Segundo a Embrapa, as duas variedades apresentam características complementares que podem aumentar a eficiência produtiva, reduzir riscos fitossanitários e melhorar a qualidade dos produtos finais, especialmente sucos e vinhos de mesa.
A BRS Lis possui ciclo intermediário, com colheita prevista para a primeira quinzena de fevereiro. A cultivar se destaca pela tolerância ao míldio e às podridões dos cachos, doenças que costumam provocar perdas significativas nos vinhedos. Além disso, apresenta mosto de alta qualidade, acidez equilibrada, coloração intensa e elevado teor de açúcares. Os cachos mais soltos também favorecem menor incidência de doenças e maior estabilidade produtiva.
Já a BRS Antonella apresenta alto potencial produtivo, com rendimento semelhante ou superior ao das variedades tradicionais mais cultivadas. Indicada para aumentar o volume de produção e a intensidade de cor dos produtos, a cultivar também possui ciclo intermediário e boa adaptação às condições da Serra Gaúcha, permitindo integração aos sistemas produtivos já estabelecidos.
Quando utilizadas em conjunto, as duas uvas possibilitam ajustes mais precisos nos cortes industriais, combinando o volume produtivo da Antonella com a qualidade tecnológica e a sanidade da Lis. A estratégia também reduz a dependência de cultivares tradicionais mais suscetíveis a doenças ou com limitações de produtividade e processamento.



