A Páscoa de 2025 pode ter um gosto amargo. A alta de 189% nos preços do cacau em 2024 impactará o custo dos ovos de Páscoa, tornará o produto mais caro e reduzirá sua produção.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), serão produzidos 45 milhões de ovos para a Páscoa em 2025, ante 58 milhões em 2024, uma queda de 22%. Em 2024, a produção total de chocolates no Brasil cresceu 3%, somando 803 mil
A crise do cacau em números: o impacto na Páscoa 2025
O mercado de cacau enfrenta sua maior crise de preços recente, com uma alta de 189% nos últimos doze meses. Isso afetará diretamente a Páscoa de 2025, trazendo mudanças significativas para os consumidores.
A Crise em Números
-
Preços Recordes: A tonelada de cacau atingiu US$11.040 na bolsa de Nova York em dezembro de 2024, um aumento de 163% em relação ao ano anterior. Em alguns momentos, os preços chegaram a subir até 282%.
-
Impacto nos Produtos Finais: O preço do chocolate em barra subiu 16,53%, enquanto bombons, chocolates em pó e achocolatados encareceram 12,49%, de acordo com o IPCA1.
Consequências na Cadeia Produtiva
-
Dificuldades para Pequenos Produtores: Muitos estão abandonando o cultivo devido à falta de perspectivas de melhora imediata.
-
Estratégias das Grandes Indústrias: Para equilibrar custos, as empresas buscam alternativas criativas, como reduzir o tamanho dos produtos ou incluir mais ingredientes alternativos.
Impacto na Páscoa 2025
-
Menor Oferta de Ovos: A produção caiu para 45 milhões de unidades, uma queda de 22,4% em relação a 20243.
-
Preços Mais Altos e Reduflação: Aumentos médios entre 8% e 12% nas principais marcas, além de produtos menores.
-
Diversificação de Produtos: Lançamentos de novos itens, como misturas com biscoitos e amendoim, para atender diferentes faixas de preço.
Estratégias do Setor
-
Antecipação das Vendas: As vendas de produtos pascais começaram mais cedo para diluir o impacto nos consumidores1.
-
Ajustes de Preços: Fabricantes como a Cacau Show reajustaram preços, mas abaixo da alta da amêndoa internacional, para manter competitividade



