Governo do RS fecha 2024 com superávit de R$ 622 milhões

Superávit do RS em 2024 chega a R$ 622 milhões com aumento nos investimentos

✅Este é o quarto ano de superávit seguido, dexando para trás  atrasos nos pagamentos de salários de servidores,  fornecedores e  municípios de quando não tinha nenhuma capacidade de investimentos

✅Investimentos cresceram R$ 2 bilhões em meio à calamidade; Estado ainda enfrenta desafios fiscais e dívida com a União.

Rio Grande do Sul fecha 2024 com superávit e aumento de investimentos

O Rio Grande do Sul encerrou 2024 com superávit de R$ 622 milhões, o quarto ano seguido de resultado positivo. Além disso, os investimentos chegaram a R$ 5 bilhões, com alta de 66% em relação a 2023. O aumento ocorreu, principalmente, devido às despesas com a calamidade climática que atingiu o Estado.

O resultado primário, que desconsidera receitas e despesas financeiras, também foi positivo, somando R$ 1,7 bilhão. Assim, o Estado conseguiu manter equilíbrio nas contas mesmo diante de fortes perdas econômicas.


Arrecadação e crescimento do ICMS

A recuperação da arrecadação própria impulsionou as finanças. O ICMS bruto passou de R$ 45 bilhões em 2023 para R$ 50,8 bilhões em 2024, representando aumento de R$ 6 bilhões. Desse modo, tanto o governo estadual quanto os municípios foram beneficiados.

O crescimento foi resultado da aplicação de novas alíquotas ad rem para combustíveis e energia elétrica, além da retomada da cobrança sobre TUST e TUSD. No entanto, em valores corrigidos, a arrecadação de R$ 51,8 bilhões ainda ficou 7% abaixo de 2021, revelando que as reduções da Lei Complementar 194/2022 ainda impactam o caixa.


Calamidade e impacto nos gastos públicos

Os gastos relacionados à reconstrução chegaram a R$ 5,2 bilhões, custeados pelo Tesouro, pelo Funrigs e por outras fontes. Portanto, o aumento de investimentos foi puxado pela necessidade de recuperar infraestrutura, moradias e serviços.

Entre junho e dezembro, o Estado deixou de pagar R$ 1,9 bilhão da dívida com a União, redirecionando o valor ao Funrigs. Entretanto, o secretário-adjunto da Fazenda, Itanielson Cruz, alertou que, sem receitas extraordinárias e o Regime de Recuperação Fiscal, os resultados seriam negativos.


Educação e ajuste fiscal

Em 2024, o Estado regularizou as despesas em educação após acordo judicial com o Ministério Público. Assim, ficou garantido o investimento mínimo de 25% da Receita Líquida de Impostos e Transferências, sem contabilizar inativos e pensionistas. A transição ocorrerá em até 15 anos.

Outro marco foi o zeramento da dívida do Caixa Único, que em 2019 era de R$ 9,9 bilhões. Esse resultado representa um avanço na gestão fiscal, já que o déficit acumulado era um símbolo das dificuldades do Estado.


Dívida com a União segue como desafio

Apesar do superávit, a dívida com a União permanece como um dos maiores desafios. Até dezembro de 2025, o Rio Grande do Sul precisará escolher entre manter o Regime de Recuperação Fiscal ou aderir ao Propag, que prevê repasses equivalentes a 2% do saldo devedor.

Segundo Itanielson, os recentes vetos ao programa aumentaram a insegurança jurídica. Assim, o governo ainda avalia o caminho mais viável para manter a sustentabilidade fiscal sem comprometer recursos destinados à reconstrução do Estado.


Comprometimento com pessoal e despesas

A Receita Corrente Líquida fechou 2024 em R$ 60 bilhões, permitindo que o comprometimento com pessoal ficasse em 43,69%, abaixo do limite prudencial. Além disso, o percentual da dívida em relação à receita recuou para 184,6%.

As despesas totais aumentaram R$ 3,6 bilhões, em especial devido à calamidade, que somou mais de R$ 5 bilhões em gastos. Mesmo assim, a suspensão do serviço da dívida possibilitou reduzir em 42,1% o pagamento de juros e amortizações.

Governo do Estado

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