Justiça suspende volta às aulas no RS devido ao calor, Governo do RS contesta

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A onda de calor e a precariedade das instalações escolares levaram o sindicato dos professores a acionar a justiça para adiar o retorno às aulas. A Secretaria Estadual de Educação busca meios de anular a medida.

A Justiça do Rio Grande do Sul atendeu ao pedido do sindicato do professores estaduais para adiar o início das aulas na rede, que estava marcado para esta segunda-feira (10).

No final da tarde do domingo, o governo do estado se manifestou por nota afirmando que “não haverá aula nas 2.320 escolas da Rede Estadual nesta segunda-feira”  

Ainda de acordo com o governo do estado, a nova data para o começo do ano letivo deve ser divulgada ainda nesta segunda.

O pedido, segundo o sindicato, foi feito devido à previsão de calor extremo nos próximos dias e falta de estrutura adequada para suportar altas temperaturas em escolas da rede. A decisão é em caráter provisório (liminar) e a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) recorreu à Justiça para tentar revertê-la.

A movimentação para o adiamento das aulas iniciou na última semana:

  • Na quinta-feira (6), a diretoria do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS) solicitou à Casa Civil do Estado em reunião, para que o começo do período letivo na rede pública estadual fosse adiado.
  • Ainda na quinta, a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) informou, por meio de nota, que manteria a data prevista para volta às aulas e que seguiria monitorando os alertas de calor e as orientações da Defesa Civil.
  • Na sexta (7), a diretoria do 39º Núcleo do CEPERS, responsável por Porto Alegre, propôs ao sindicado que o pedido fosse para a justiça.
  • No sábado (8), o pedido foi negado. O sindicato entrou com recurso.
  • No domingo (9), o sindicato teve o pedido atendido

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