Retiradas superam depósitos e refletem cenário de juros elevados e busca por investimentos mais rentáveis, segundo dados divulgados pelo Banco central, hoje, sexta-feira, 6
A caderneta de poupança registrou saques líquidos de R$ 23,512 bilhões em janeiro de 2026, o maior volume de retiradas em um ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (6). No mesmo mês de 2025, as saídas líquidas haviam somado R$ 26,226 bilhões.
No Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que concentra a maior parte dos depósitos, o saldo negativo foi de R$ 18,807 bilhões. Já a poupança rural teve saques líquidos de R$ 4,705 bilhões, também no maior patamar desde janeiro de 2025.
O movimento ocorre em um cenário de juros elevados no país. A rentabilidade da poupança segue a regra da Taxa Referencial (TR) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês, fórmula válida enquanto a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano. Atualmente, a taxa básica de juros está em 15% ao ano.
Com a Selic em patamar elevado, aplicações de renda fixa, como títulos públicos e fundos, tornam-se mais atrativas, incentivando a migração de recursos e pressionando os saldos da poupança.





