Taxa de desocupação atinge menor nível histórico para o mês; número de trabalhadores formais e massa salarial também registram máximas.
O desemprego no Brasil caiu para 6,2% no trimestre encerrado em maio de 2025, atingindo a menor taxa já registrada para o mês desde o início da série histórica, em 2012. O resultado ficou abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam 6,3%, e reflete um mercado de trabalho aquecido, com aumento do número de pessoas ocupadas e crescimento do emprego formal.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu um recorde, chegando a 39,8 milhões de pessoas. A massa salarial real também bateu novo recorde, alcançando R$ 354,6 bilhões no período. Além disso, o rendimento médio dos trabalhadores ficou em R$ 3.457, o maior valor já registrado, considerando o desconto da inflação.
Outro destaque foi a queda no número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego — que recuou mais de 10% em relação ao trimestre anterior e 13% na comparação anual. A taxa de informalidade também caiu, reforçando a tendência de formalização do mercado de trabalho.
Economistas destacam que o desempenho positivo do mercado de trabalho está ligado ao crescimento econômico observado no final de 2024 e início de 2025, além de fatores sazonais que tradicionalmente favorecem a queda do desemprego no primeiro semestre. Apesar do cenário favorável, especialistas alertam para possíveis impactos negativos da política monetária restritiva e projetam uma leve alta do desemprego no segundo semestre de 2025, com a taxa podendo chegar a 7% até dezembro.





