Acordo Mercosul-UE vai baratear vinhos europeus e ampliar oferta de chocolates no Brasil

Acordo Mercosul-UE pode reduzir preço de vinhos e chocolates no Brasil

Países da União Européia aprovaram hoje, sexta-feira (9/1), o acordo de livre comércio com o Mercosul.Caso o acordo entre em vigor, essa taxa será zerada entre 8 a 12 anos, a depender do produto. 

Uma maioria qualificada dos países da União Europeia (UE) aprovou, nesta sexta-feira (9), de forma provisória, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a UE, negociado há mais de 25 anos. A decisão representa um avanço significativo para a consolidação do tratado, apesar das críticas de setores do agronegócio europeu e da oposição expressa pela França.

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Com o sinal verde dos países-membros, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está autorizada a viajar a Assunção, no Paraguai, onde deverá assinar oficialmente o acordo na próxima segunda-feira (12). O tratado envolve os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai — e cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo.

Caso o Acordo Mercosul-UE entre em vigor, consumidores brasileiros poderão ser beneficiados com a redução gradual de impostos de importação sobre produtos europeus. Entre os principais impactos previstos estão a queda no preço dos vinhos europeus e a ampliação da oferta de chocolates premium no mercado nacional.

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Segundo especialistas, o imposto de importação sobre vinhos será reduzido de forma progressiva até ser zerado em um período estimado entre 8 e 12 anos, o que pode tornar rótulos europeus mais competitivos no Brasil e aumentar a diversidade disponível ao consumidor. A expectativa é que países tradicionais na produção, como França, Itália, Espanha e Portugal, ampliem sua presença no mercado brasileiro.

No caso dos chocolates, o acordo prevê a eliminação das tarifas de importação em um prazo mais longo, entre 10 e 15 anos. De acordo com Roberto Kanter, professor de MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), a medida pode estimular a entrada de marcas europeias premium que atualmente não atuam no Brasil. No entanto, ele ressalta que isso não significa, necessariamente, preços populares. “São produtos de alto valor agregado, e a redução de impostos não os torna automaticamente acessíveis”, avalia.

Apesar do avanço, o Acordo Mercosul-UE ainda precisa cumprir etapas internas de ratificação nos parlamentos nacionais e no Parlamento Europeu para entrar plenamente em vigor. O processo deve seguir nos próximos meses e continuará sendo acompanhado de debates políticos, econômicos e ambientais.

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