Frio extremo, geada ampla e possibilidade de precipitação invernal devem marcar o fim de junho e início de julho, agravando situação de desabrigados pelas enchentes no RS
Duas poderosas massas de ar polar vão atingir o Brasil nos próximos dez dias, trazendo uma onda de frio intensa e duradoura especialmente para a Região Sul, segundo alerta da MetSul Meteorologia. O fenômeno deve provocar temperaturas excepcionalmente baixas, geada generalizada e até possibilidade de precipitação invernal em alguns pontos, além de agravar o drama dos milhares de desabrigados pelas enchentes no Rio Grande do Sul1.
A primeira massa de ar frio, de origem polar, avança pelo Sul da Argentina e Uruguai e ingressa no Rio Grande do Sul nesta segunda-feira, acompanhada de vento moderado a forte e forte queda de temperatura. Até o final do dia, o frio alcança os três estados do Sul, parte do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e regiões do Oeste e Sul de São Paulo. Na terça-feira, o centro da massa polar estará sobre o Sul do país, influenciando também áreas de Goiás, Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro e Sul de Minas Gerais.
O ápice do frio será sentido entre terça e quarta-feira, com mínimas abaixo de zero em áreas de maior altitude, sensação térmica de até -10°C nos Campos de Cima da Serra e Planalto Sul Catarinense, e geada ampla em quase toda a Região Sul, interior de São Paulo, Sul do Mato Grosso do Sul e Sul de Minas Gerais. Porto Alegre deve registrar mínimas entre 5°C e 6°C, podendo chegar a 3°C em bairros do Sul e Leste da cidade.
Modelos indicam que, embora o frio seja intenso, as condições para neve são menores do que no fim de maio, quando houve a maior nevada desde 2021. Ainda assim, não se descarta precipitação invernal em pontos isolados do Sul gaúcho, Campos de Cima da Serra, Norte do RS, Planalto Sul Catarinense e Paraná.
No fim de junho, uma segunda e poderosa massa de ar polar deve chegar, prolongando a onda de frio até o início de julho. Entre as duas massas, a previsão é de chuva volumosa, especialmente preocupante devido aos rios ainda elevados após as enchentes. O frio persistente marcará um início de inverno rigoroso, com mínimas muito baixas e máximas também reduzidas, sobretudo no Sul do país





