Ciclone se forma sobre continente com tempestade e vento forte

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O Sul do Brasil enfrenta uma nova onda de instabilidade meteorológica nesta semana com a formação de um ciclone extratropical que trará chuva intensa, temporais, granizo e ventos que podem atingir até 100 km/h, segundo alertas da MetSul Meteorologia e de órgãos oficiais como o Inmet.

O processo climático começou no Oceano Pacífico, onde uma baixa segregada em altitude, conhecida como DANA (depressão isolada em níveis altos ou gota fria), avançou pelo Chile e atravessou a Cordilheira dos Andes na segunda-feira, 18 de agosto. Esse sistema seguiu para o leste, alcançando o norte e o nordeste da Argentina e chegando ao oeste do Rio Grande do Sul no final da terça-feira, 19. A partir daí, iniciou-se a ciclogênese, o processo de formação do ciclone extratropical, com o centro do sistema deslocando-se entre o Rio da Prata e a província de Buenos Aires na quarta-feira, 20, antes de rumar para o Oceano Atlântico.

O tempO tempo começa a mudar já nesta segunda-feira (18). Embora o sol apareça com nuvens no Rio Grande do Sul, a nebulosidade vai aumentar no estado e da tarde para a noite o tempo se instabiliza com chuva e trovoadas em vários pontos do Oeste, Centro, Norte e o Noroeste gaúcho. Na terça-feira (19), entre a madrugada e de manhã, a instabilidade atinge vários locais do estado e pode alcançar pontos do Sul e do Leste gaúcho enquanto nuvens muito carregadas devem se formar sobre o Oeste e o Nordeste da Argentina.

A região Sul experimentará ventos fortes a muito fortes em dois momentos distintos. Na terça-feira, rajadas de até 70 km/h foram registradas em diversas regiões, especialmente no quadrante norte do estado, devido à corrente de jato em baixos níveis trazendo ar quente e abafado. Já na quarta, com o ciclone mais estruturado, as rajadas devem variar entre 50 km/h e 90 km/h, sendo mais fortes no litoral e na Lagoa dos Patos, onde podem atingir até 100 km/h de forma isolada. Tais ventos têm potencial para derrubar árvores, causar destelhamentos, colapsos de estruturas e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

As chuvas previstas podem acumular pontualmente mais de 150 mm em pouco tempo, principalmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, elevando o risco de alagamentos e transtornos em áreas urbanas e rurais. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja para o litoral gaúcho e a costa sul de Santa Catarina, ressaltando o perigo iminente dessas condições severas.

Além do impacto direto no Sul do Brasil, o ciclone também influencia o clima em outras regiões, incluindo temporais isolados com ventos fortes no oeste do Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e até mesmo o interior paulista e mineiro, embora de forma menos intensa.

As autoridades recomendam atenção redobrada à população dessas áreas, especialmente para evitar riscos com estruturas frágeis e prolongar precauções contra quedas de árvores e destelhamento. A tendência é de que o ciclone se afaste para o mar a partir de quinta-feira, 21, com redução gradual dos ventos e melhora das condições meteorológicas.

Este episódio reforça a necessidade de monitoramento constante e preparação para eve

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