Investigação apura gravação de vídeos íntimos, oferta de bebidas alcoólicas e aliciamento de alunos de 14 a 17 anos; Federação Gaúcha de Voleibol suspendeu o investigado nesta quinta-feira (22).
Um professor de vôlei, Leandro Gayeski, de 29 anos foi preso preventivamente na terça-feira (20), em Veranópolis, na Serra Gaúcha, suspeito de cometer crimes sexuais contra alunos adolescentes. A investigação da Polícia Civil apura denúncias de gravação de vídeos íntimos, oferta de bebidas alcoólicas a menores de idade e outras possíveis irregularidades envolvendo jovens de 14 a 17 anos.

O investigado é proprietário do Centro de Treinamento Associação Unidos pelo Voleibol. Conforme a polícia, ele atraía adolescentes para sua residência sob o pretexto de realizar tratamentos fisioterápicos, embora não tivesse formação e diploma para exercer as atividades.
Segundo a investigação, o professor também promovia confraternizações com os alunos, nas quais teria oferecido bebidas alcoólicas. A polícia apura ainda a gravação e o armazenamento de conteúdo íntimo envolvendo adolescentes.
O local mantinha um alojamento destinado a atletas de outras cidades. De acordo com os investigadores, o suspeito tinha acesso às câmeras de videomonitoramento instaladas no imóvel e controlaria os jovens durante as 24 horas do dia.
Entre os crimes investigados estão violação sexual mediante fraude, armazenamento de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes, corrupção de menores, fornecimento de bebidas alcoólicas a menores e exercício ilegal de profissão.
Segundo o responsável pela investigação, Delegado Tiago Madalosso Baldin, os adolescentes alunos do Centro de Treinamento Associação Unidos pelo Voleibol estavam com viagem marcada para Florianópolis, em Santa Catarina, onde participariam de competição.
Federação suspende investigado
A Federação Gaúcha de Voleibol (FGV) anunciou a suspensão preventiva e imediata do investigado de todas as atividades oficiais da entidade, incluindo funções de técnico, dirigente ou representante institucional.
Em nota oficial, a Federação informou que encaminhou o caso aos órgãos disciplinares competentes para apuração no âmbito esportivo. A entidade afirmou que a medida busca preservar a integridade dos atletas menores de idade e garantir ambientes seguros de treinamento e competição.
A FGV também declarou que o procedimento será conduzido com respeito à privacidade das possíveis vítimas, ao contraditório e à ampla defesa.
Defesa se manifesta
O advogado Darlan Silva, que representa o investigado, informou que uma audiência de custódia estava prevista para as 15h desta quinta-feira (22) e que, após o resultado, avaliaria as medidas cabíveis.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil. As suspeitas ainda precisam ser apuradas no curso do processo, com garantia do direito de defesa.





