Levantamento, sob a presidência de Monica Mattia, busca definir prioridades para melhorar a logística regional, orientar projetos e articular recursos; questionários devem ser entregues até 26 de outubro.
O Corede Serra iniciou um levantamento sobre as condições da malha rodoviária de 32 municípios da região para identificar as principais demandas de infraestrutura e definir prioridades para futuras obras. O estudo deve embasar uma carteira de projetos a ser articulada com prefeitos, deputados e entidades regionais.

A pesquisa integra o Plano Regional de Infraestrutura Rodoviária e pretende reunir informações sobre estradas regionais, municipais e intermunicipais. O objetivo é estabelecer prioridades com base em critérios técnicos, considerando mobilidade, logística, segurança viária, desenvolvimento econômico e integração territorial.
A devolução dos questionários está prevista para 26 de outubro. Após essa etapa, o Corede Serra consolidará os dados e promoverá, em dezembro, um encontro com os prefeitos dos municípios abrangidos para classificar as demandas. A data da reunião ainda será definida. Os resultados serão apresentados à sociedade e encaminhados aos prefeitos, deputados e demais entidades regionais.
Segundo a presidente do Corede Serra, Monica Mattia, o levantamento busca integrar o planejamento da infraestrutura às necessidades dos municípios e do setor produtivo. A entidade pretende articular os encaminhamentos com a Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) e outras organizações regionais.
A necessidade de mapear as prioridades ganhou relevância após os eventos climáticos de maio de 2024, que danificaram estradas e alteraram os fluxos de tráfego na região. Um dos principais pontos críticos foi a BR-470, entre Bento Gonçalves e Veranópolis. Durante as obras de recuperação, outras rodovias passaram a absorver um volume maior de veículos, ampliando a pressão sobre a infraestrutura existente.
Obras em andamento e limitações de recursos
Entre os investimentos em execução na Serra estão a duplicação da RSC-453, entre Garibaldi e Farroupilha, e as obras na ERS-122, no contorno norte de Caxias do Sul. Os projetos conduzidos pela concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) somam mais de R$ 610 milhões. Conforme os dados apresentados pela concessionária, os trechos recebem, juntos, mais de 36 mil veículos por dia.
Na malha administrada pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER), o orçamento próprio informado é de R$ 150 milhões para atender às rodovias estaduais de todo o Rio Grande do Sul. Os recursos federais destinados à recuperação dos danos das enchentes de 2024 também vêm contribuindo para reestruturar conexões rodoviárias e revisar as necessidades de infraestrutura regional.
O cenário estadual reforça o desafio. Em 2025, levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) classificou mais de 74% das rodovias estaduais e federais avaliadas no Rio Grande do Sul como regulares, ruins ou péssimas. Segundo a pesquisa, as condições da malha rodoviária elevam em aproximadamente 37% o custo operacional do transporte de cargas.




