Estado soma 707 empresas nessa situação e registra 4,3 CNPJs em recuperação a cada mil empresas ativas, quase o dobro da média nacional
A recuperação judicial coloca o Rio Grande do Sul na segunda posição do ranking nacional, com 707 empresas nessa situação ao fim do segundo trimestre de 2026. O Estado fica atrás apenas de São Paulo, que contabilizava 1.418 empresas em recuperação judicial, segundo o Monitor RGF-BIZDOC de Recuperação Judicial, elaborado pela RGF com base em dados da Receita Federal atualizados até 30 de junho.
Em termos proporcionais, o Rio Grande do Sul apresentava 4,3 CNPJs em recuperação judicial para cada mil empresas ativas. O índice é quase o dobro da média nacional, de 2,32 empresas por mil.
O indicador utilizado no estudo é o IRJ-RGF-BIZDOC, que mede a quantidade de empresas em recuperação judicial a cada mil empresas ativas da chamada base restrita. A metodologia permite comparar os índices entre estados, setores e portes empresariais.

No país, o monitor contabilizou 6.382 empresas em recuperação judicial na base restrita ao fim do segundo trimestre. O número ficou praticamente estável em relação ao primeiro trimestre, com queda de 0,4%, mas acumula alta de 6,5% no primeiro semestre de 2026 e de 22% em 12 meses.
Considerando a base completa, o levantamento apontou 8.080 CNPJs em recuperação judicial, número recorde e 4,1% superior ao registrado no trimestre anterior.
Falências
O estudo também identificou 2.808 empresas falidas no estoque da Receita Federal. Foram 34 casos a mais no segundo trimestre e 76 no acumulado do ano.
De acordo com a RGF, a agropecuária é atualmente o principal foco do ciclo de recuperação judicial observado no país.





