Greve dos bancários começa nesta quinta-feira (10); paralisação atinge toda a Caixa Econômica Federal, enquanto no Banco do Brasil ocorre apenas em bases sindicais que rejeitaram o acordo.
Funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve por tempo indeterminado. A paralisação acontece após trabalhadores rejeitarem as propostas de renovação dos acordos coletivos.
A greve tem abrangências diferentes entre os dois bancos. Na Caixa, a paralisação é nacional. Já no Banco do Brasil, ocorre somente nas bases sindicais que não aprovaram a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
Entre as bases do Banco do Brasil que não chegaram a acordo estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.

Caixa terá nova proposta nesta quinta
A paralisação da Caixa foi aprovada pelos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Segundo a entidade, a decisão tem alcance nacional.
A Caixa informou que pretende apresentar uma nova proposta aos trabalhadores ainda nesta quinta-feira.
O banco também comunicou que, com o fim da ultratividade previsto após a reforma trabalhista, a rejeição das propostas nas assembleias deixou a categoria sem CCT ou ACT vigente neste momento.
Durante a greve, os clientes da Caixa poderão utilizar os serviços disponíveis pelos canais digitais e remotos da instituição.
Banco do Brasil tem paralisação parcial
No Banco do Brasil, parte dos sindicatos aprovou a nova Convenção Coletiva de Trabalho, enquanto outras 60 entidades rejeitaram o acordo.
A nova CCT, com validade até 31 de agosto de 2028, foi assinada nesta quarta-feira (9) pelo Comando Nacional dos Bancários e pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Apesar da greve nas bases que rejeitaram o acordo, a convenção prevê que os trabalhadores recebam até o fim de setembro a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), referente ao adiantamento do exercício de 2026.
Acordo prevê reajuste acima da inflação
A nova convenção estabelece a reposição integral da inflação medida pelo INPC acumulado entre setembro de 2025 e agosto de 2026.
Além disso, os salários e demais verbas terão aumento real de 0,60% em 2026 e de mais 0,60% em 2027. A valorização real acumulada chega a 1,2% nos dois anos.
O reajuste também alcança a PLR, os vales-refeição e alimentação e o auxílio-creche ou babá.
O acordo ainda prevê novas medidas relacionadas à saúde, cláusulas sociais e proteção do emprego.