RS envelhece em ritmo acelerado: população com 60 anos ou mais mais que dobrou desde 2000 e já representa 20,6% dos gaúchos, enquanto a parcela de jovens diminui.
O RS envelhece em ritmo acelerado. Em 24 anos, a população com 60 anos ou mais passou de 1,09 milhão para 2,31 milhões de pessoas. O grupo, que representava 10,6% dos gaúchos em 2000, chegou a 20,6% em 2024.
Na prática, o Rio Grande do Sul passou a ter mais de dois milhões de pessoas nessa faixa etária. Ao mesmo tempo, a participação dos mais jovens diminuiu: os menores de 15 anos representam atualmente 17,7% da população estadual.

A mudança altera a estrutura demográfica do Estado e cria efeitos que vão além da questão previdenciária. Saúde, mercado de trabalho, assistência social, mobilidade, habitação e consumo também precisarão se adaptar a uma população progressivamente mais velha.
A tendência deve se acentuar nas próximas décadas. Projeções do IBGE indicam que, em 2070, o Rio Grande do Sul poderá ter cerca de 3,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 39,1% da população estadual.
CAUSAS
Estudos revelam quatro fatores de longevidade: 53% é estilo de vida, 20% é meio ambiente, 17% é genética e 10% avanços na medicina. Fonte: Universidade de Stanford – EUA.
O envelhecimento, portanto, deixa de ser uma tendência distante e passa a influenciar decisões econômicas e sociais do presente.
ADEQUAÇÃO DO MERCADO
Mesmo com a falta de mão de obra, o mercado não está atrativo para os 60+, já que não oferecem flexibilização de horários e nem remuneram equitativamente a experiência.
Neste quesito o mercado tem que evoluir para absorver este exército qualificado que quer menos horas trabalhadas para usufruir o que já conquistou.





