Rio Grande do Sul registrou 128,8 ocorrências por 100 mil habitantes em 2025, enquanto o Brasil teve 792 mil casos e taxa de 371,2
O Rio Grande do Sul registrou a menor taxa do Brasil de roubo e furto de celulares em 2025, segundo dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Foram 128,8 ocorrências por 100 mil habitantes no Estado. A taxa gaúcha ficou mais de cinco vezes abaixo da registrada pelo Distrito Federal, que liderou o ranking nacional, com 677,1 ocorrências por 100 mil habitantes.
No Brasil, foram contabilizados 792.284 casos de roubo e furto de celulares durante o ano passado. A taxa nacional ficou em 371,2 ocorrências por 100 mil habitantes.
Brasil registra queda nos últimos anos
Apesar do número elevado de ocorrências, a taxa nacional vem caindo desde o pico registrado em 2019.
Naquele ano, o país contabilizou 1.053.433 ocorrências, com taxa de 540,1 casos por 100 mil habitantes. Em 2022, a taxa ainda era de 493,9.
Já em 2025, chegou a 371,2, uma redução de 24,8% em relação a 2022.
Na comparação com 2015, quando a taxa estimada era de 534,9 ocorrências por 100 mil habitantes, a redução chega a 30,7%.
Distrito Federal lidera ranking
O Distrito Federal apresentou a maior taxa do país em 2025, com 677,1 ocorrências por 100 mil habitantes.
Na sequência aparecem Amazonas, com 671,9; Amapá, com 611,4; São Paulo, com 552,2; e Pará, com 536.
Entre as menores taxas, além do Rio Grande do Sul, aparecem Paraíba, com 153,6; Minas Gerais, com 182; Mato Grosso do Sul, com 193,7; e Mato Grosso, com 209.
5 maiores taxas
- Distrito Federal — 677,1
- Amazonas — 671,9
- Amapá — 611,4
- São Paulo — 552,2
- Pará — 536
5 menores taxas
- Rio Grande do Sul — 128,8
- Paraíba — 153,6
- Minas Gerais — 182
- Mato Grosso do Sul — 193,7
- Mato Grosso — 209
São Luís lidera entre cidades
O ranking muda quando são considerados os municípios com mais de 100 mil habitantes.
São Luís, no Maranhão, apresentou a maior taxa, com 1.517 ocorrências por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Belém, com 1.487; São Paulo, com 1.390,5; Salvador, com 1.195; e Lauro de Freitas, com 1.144,5.
A taxa registrada em São Luís é quase quatro vezes superior à média nacional.

Roubos e furtos têm horários diferentes
Os dados também mostram diferenças no comportamento dos dois tipos de ocorrência.
Nos furtos, 34,5% dos casos são registrados aos sábados e domingos. Os períodos de maior incidência ficam entre 10h e 12h e entre 17h e 20h.
Já os roubos acontecem predominantemente durante os dias úteis. Segundo o levantamento, 73,1% dos casos são registrados nesses dias, com maior incidência às sextas-feiras.
Os horários de maior concentração dos roubos ficam entre 5h e 6h e entre 18h e 23h. O pico ocorre às 20h.
Ruas concentram a maioria dos casos
As vias públicas são o principal cenário para roubos e furtos de celulares no país.
Do total de roubos registrados, 77,2% aconteceram em vias públicas. Entre os furtos, o percentual chega a 49,3%.
Nos furtos, outros locais também aparecem com frequência. Estabelecimentos comerciais concentram 15,2% dos casos, enquanto o transporte público responde por 6,1%.





