A escassez de engenheiros civis, elétricos e especialistas em planejamento pode limitar a execução de projetos de infraestrutura nos próximos anos, segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon)
O Brasil enfrenta um déficit crescente de engenheiros, o que pode limitar a execução de projetos de infraestrutura nos próximos anos, segundo avaliação do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon).
Formação abaixo da demanda
De acordo com o diretor executivo da entidade, Humberto Rangel, o país forma cerca de 40 mil engenheiros por ano, número considerado insuficiente para atender às necessidades de uma economia continental. Em comparação, a China forma aproximadamente 500 mil profissionais anualmente, o que evidencia uma diferença estrutural na capacidade de formação técnica.
Risco em meio ao ciclo de investimentos
O alerta ocorre em um momento de expansão dos investimentos em infraestrutura. Em 2025, o Brasil aplicou R$ 280 bilhões no setor, com previsão de alcançar R$ 300 bilhões em 2026, impulsionado por concessões e parcerias público-privadas. Segundo Rangel, a escassez de engenheiros civis, elétricos e especialistas em planejamento pode comprometer a execução dessa carteira de projetos.
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Debate ainda limitado
Para o executivo, a questão ainda não ocupa espaço relevante no debate público e no Congresso Nacional. Ele defende que a engenharia seja tratada como área estratégica, ao lado de setores como saúde e educação, por seu papel no desenvolvimento econômico e na soberania nacional.
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Articulação institucional
A Sinicon discute o tema com entidades como a Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor) e a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) para elaborar um diagnóstico mais detalhado e propor políticas de estímulo à formação de profissionais. Entre as propostas está a criação de um “pacto pela engenharia”, envolvendo governo, universidades, empresas e entidades de classe.
Resposta do setor privado é insuficiente
Embora empresas estejam investindo na capacitação interna de profissionais, Rangel avalia que a iniciativa privada não conseguirá suprir sozinha a demanda, defendendo uma estratégia coordenada de longo prazo para fortalecer a formação de engenheiros no país.





